As vacinas e a estupidez humana
Ignorância é uma coisa, estupidez é outra.
Todos nós somos ignorantes em várias áreas.
Não entendo nada de astronomia e não falo mandarim, mas, se decidir estudar ou se alguém me der aulas, pelo menos um pouco vou aprender.
Para a ignorância existe antídoto: o aprendizado.
Veja também: O que fazer quando alguém próximo não quer se vacinar? Para a estupidez não há remédio, porque ao estúpido falta autocrítica, é um ignorante que se julga autoridade no assunto.
Do alto de sua empáfia, é capaz de falar os maiores absurdos com ares de doutor honoris causa.
Impossível convencê-lo com argumentos lógicos, ele é imune à racionalidade.
Se a realidade o contradiz, ele faz malabarismos para distorcê-la; as palavras e as ideias alheias não o interessam, a dúvida não faz parte do seu repertório, o estúpido é um poço de certezas absolutas.
O que às vezes nos desconcerta é que a estupidez pode acometer determinadas áreas da cognição, enquanto preserva outras.
Um dos homens mais cultos que conheci, professor respeitado no ambiente acadêmico, foi internado em coma hiperglicêmico porque se negava a tomar medicamentos alopáticos para o diabetes .
Não havia quem o convencesse de que chás de ervas e outros tratamentos “naturalistas” eram inúteis.
Nasci no Brás, na zona leste de São Paulo.
Não vacinavam as crianças naquele tempo.
Tive sarampo , coqueluche , difteria , varicela , caxumba , escarlatina e perdi a conta de quantas viroses respiratórias.
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