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Para aliados, Flávio esvazia liderança política ao apresentar dupla personalidade: moderado na campanha e extremista em carta

G1 Política ·
Para aliados, Flávio esvazia liderança política ao apresentar dupla personalidade: moderado na campanha e extremista em carta

Gerson Camarotti diz que carta de Flávio foi considerada 'desastrosa' por aliados Uma avaliação pragmática do núcleo mais próximo do senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia que ele perdeu as credenciais políticas ao se alinhar em sua fuga do Brasil ao radicalismo de direita.

Flávio desembarcou em Miami nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil e passar pela Argentina.

O senador foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25).

Nas palavras de um dos principais aliados de campanha, Flávio demonstrou uma espécie de dupla personalidade nessas últimas semanas: “Passou rapidamente de um candidato com perfil moderado para um extremista de direita com a divulgação da carta”.

Há o reconhecimento que foi desastrosa a divulgação do texto em que ele se apresenta como “presidente eleito” do Brasil em uma das versões da carta.

Os próprios aliados reconhecem mensagem de teor golpista de Flávio enfraqueceu a própria oposição.

Por isso mesmo, muitos líderes da direita começaram a se distanciar de Flávio e reconhecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o governador Tarcísio de Freitas (SP) e o presidente do PL, partido de Flávio, Valdemar Costa Neto.

Só um dos 15 aliados que estavam ao lado de Flávio no discurso após eleição reproduziu carta nas redes; maioria se calou O ambiente na oposição é de perplexidade com Flávio não só pela carta, mas também pela fuga do Brasil e com a declaração no domingo negando a eleição de Lula.

“O tiro saiu pela culatra.

Ao invés do discurso moderado da campanha, a percepção é que Flávio perdeu as credenciais para liderar a oposição ao governo Lula”, reforçou outro parlamentar bolsonarista.

Com isso, líderes da oposição passam a ter no discurso mais sóbrio de Tarcísio – de reconhecer a eleição de Lula e fazer uma oposição responsável – como principal referência para tentar atravessar esse período.

Já no governo, a ordem é não alimentar mais esse clima eleitoral que o Flávio tenta passar com a fuga.

Nas palavras de um interlocutor de Lula, agora quem precisa reagir ao movimento golpista é o Tribunal Superior Eleitoral, o que já foi feito pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques.

Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA Eva Marie Uzcategui/Reuters Carta de Flávio Em uma carta divulgada após fugir do Brasil rumo aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira (28) não reconhecer o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial, acusou suposta fraude eleitoral e afirmou ser o "verdadeiro presidente do Brasil", o "presidente eleito".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.

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