Filho de morto após colisão de Porsche relata dor e dificuldade financeira
O filho do motorista de aplicativo que morreu após um Porsche 911 colidir contra seu carro relatou ter vivido momentos de dificuldade financeira e sofrimento psicológico por conta do episódio, que ocorreu em março de 2024, em São Paulo.
Lucas Silva, filho de Ornaldo da Silva Viana, deu depoimento durante o julgamento de Fernando Sastre , empresário réu pela morte de seu pai. O júri acontece no Fórum Criminal da Barra Funda entre hoje e amanhã.
Jovem disse que o episódio desencadeou sofrimento psicológico nele e em sua família. Ele teve que buscar tratamento psicológico e relatou que ele, os irmãos e a mãe choraram por dias por conta da morte do pai.
Lucas relatou que o banco cobra até hoje os valores do carro do pai , que teve perda total. O veículo utilizado por Ornaldo para rodar como motorista de aplicativo era financiado, e a vítima tinha deixado de pagar o seguro no mês da colisão.
A carcaça do carro está guardada na garagem da casa de um vizinho. De acordo com Lucas, ele paga pelo espaço e não consegue se desfazer do veículo. Ele espera que o banco vá buscar os restos do carro.
Lucas disse que recebe ligações e que o representante de um banco já foi até sua casa para tentar cobrar a dívida. O filho da vítima não falou sobre valores, mas disse não conseguir pagar o que é cobrado.
Durante o depoimento, Lucas disse que recebeu auxílio de conhecidos. Um idoso ao qual seu pai prestava serviços de motorista passou a oferecer compras no supermercado para ajudar. Ornaldo era um dos mantenedores do lar da família.
A defesa de Fernando Sastre disse que a família recebe auxílio financeiro por parte do réu. Os advogados relataram, ainda, que está em curso um processo cível em que a família requer uma quantia por danos. Lucas disse que o valor requerido na ação é de R$ 5 milhões.
Por volta das 21h (horário de Brasília), o júri já tinha ouvido oito pessoas. São previstos os depoimentos de outras duas pessoas.
Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro de Sastre e sobreviveu à colisão, foi a primeira pessoa a ser ouvida. Na sequência, foi feita a oitiva de Lucas Silva, filho da vítima; Juliana Simões, que era namorada de Marcus à época; e Fernando Siqueira, bombeiro que atendeu a ocorrência. O júri segue e deve se encerrar na noite de amanhã.
Testemunhas oculares também falaram ao conselho. Duas pessoas que estavam em veículos que transitavam na avenida Salim Farah Maluf, onde houve a colisão, disseram que o Porsche transitava em alta velocidade.
Uma mulher que auxiliou a prestar socorro inicialmente disse que os dois ocupantes do Porsche estavam com sinais de embriaguez. Ela também disse que as duas mulheres que acompanharam Fernando e Marcus na noite sequer quiseram saber como o ocupante do carro de aplicativo estava, querendo apenas tirar os dois dali.
Em seu depoimento à Justiça, Marcus comentou que Fernando bebeu na noite da colisão. Ele teria consumido drinks nos dois estabelecimentos que estiveram na noite dos fatos.
Namorada de Marcus na época confirmou que Fernando bebeu momentos antes de conduzir o Porsche.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.