Google fecha maior acordo de remoção de carbono da sua história em projeto no Brasil
Por Simon Jessop LONDRES, 16 Set (Reuters) – O Google ( GOGL34 ) fechou seu maior acordo de remoção de carbono até hoje, apoiando um projeto da Terradot no Brasil que busca reduzir as emissões de metano do cultivo de arroz e capturar dióxido de carbono da atmosfera, disseram executivos à Reuters.
Abrangendo mais de 200 mil hectares no Rio Grande do Sul, o projeto é o maior de intemperismo acelerado de rochas já realizado e tem como objetivo acelerar um processo natural pelo qual determinadas rochas absorvem CO₂ da atmosfera.
A iniciativa, que o Google espera que sirva de modelo para futuros projetos, é a primeira nessa escala a combinar abatimento de metano e remoção de carbono, afirmou Randy Spock, diretor de remoção de carbono da empresa de tecnologia norte-americana.
Combater as emissões de metano, um gás de efeito estufa considerado um ‘superpoluente’ por aquecer a atmosfera mais rapidamente que o dióxido de carbono, ajuda a desacelerar o aquecimento global.
Ainda assim, a remoção de CO₂ segue necessária para lidar com séculos de emissões acumuladas.
“Precisamos fazer as duas coisas.
Não temos o luxo de concentrar todos os nossos recursos apenas no combate aos superpoluentes de curta duração, nem de dedicar todos os nossos recursos exclusivamente à expansão da remoção de carbono de longo prazo”, disse Spock.
Leia também IA da OpenAI testou vulnerabilidades da Hugging Face meses antes de ataque A OpenAI já havia divulgado um aspecto da atividade, o roubo das credenciais digitais de um usuário do Hugging Face para acessar um arquivo relacionado à biologia, em seu relatório público de incidentes no mês passado IA assume mais tarefas nas empresas: o que passa a diferenciar um bom líder? Especialistas apontam habilidades humanas que ganham peso com a automação na terceira temporada do podcast É Mais que Tech O projeto deverá gerar 1 milhão de toneladas métricas de créditos de abatimento de metano até 2030 e 1 milhão de toneladas de créditos de remoção de carbono até 2040, produzidos e verificados separadamente.
A parte de remoção de carbono do acordo é dez vezes maior do que projetos anteriores de intemperismo acelerado de rochas.
Os arrozais irrigados respondem por 10% a 12% das emissões globais de metano, segundo uma avaliação de 2021 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
A aceleração das medidas para reduzir o metano deve ser um dos temas centrais da COP31, que será realizada na Turquia ainda este ano.
CUSTOS MAIS BAIXOS As grandes empresas de tecnologia enfrentam pressão para ampliar investimentos em energia limpa e remoção de carbono, a fim de compensar as emissões dos centros de dados impulsionados pela inteligência artificial.
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