BRT completa 52 anos e mostra que inovação também é saber evoluir
Há 52 anos, Curitiba colocava em prática uma ideia que ajudaria a transformar a mobilidade urbana em diferentes partes do mundo: dar prioridade ao transporte coletivo.
Em 22 de setembro de 1974, entrava em operação o sistema que mais tarde ficaria mundialmente conhecido como BRT (Bus Rapid Transit).
Implantado durante a gestão do então prefeito Jaime Lerner, o primeiro eixo Norte/Sul tinha 20 quilômetros de corredores exclusivos para ônibus.
A proposta era inovadora: em vez de deixar o transporte coletivo disputar espaço com os automóveis, a cidade reservou parte de sua estrutura viária para garantir maior capacidade, velocidade e regularidade aos ônibus.
O modelo ganhou o mundo.
Cerca de 200 cidades adotaram soluções inspiradas na experiência curitibana, que se tornou símbolo da integração entre transporte coletivo e planejamento urbano.
Mais de cinco décadas depois, o BRT continua tendo papel central na mobilidade de Curitiba.
A cidade conta atualmente com mais de 80 quilômetros de canaletas exclusivas, que concentram 65% dos passageiros do transporte coletivo.
“O BRT, criado em Curitiba na década de 1970, permanece como uma solução inteligente para os desafios de deslocamento nas cidades, tamanha a transformação que representa.
Seu sucesso reflete políticas de prioridade ao transporte coletivo e a constante evolução desse modelo pioneiro” , afirma Angelo Gulin, presidente do Curitibus, coletivo das empresas de ônibus de Curitiba.
Um sistema em constante evolução Ao longo dessas cinco décadas, o BRT acompanhou as transformações da cidade.
Vieram os ônibus articulados e biarticulados, as estações-tubo, o pagamento antecipado da tarifa, o embarque em nível e novas tecnologias aplicadas à operação.
Para as empresas operadoras, que participam diariamente dessa trajetória, o desafio é contribuir para que o sistema continue acompanhando as novas demandas da cidade e dos passageiros, combinando a experiência acumulada ao longo de décadas com inovação e eficiência.
Aos 52 anos, o BRT mostra que sua longevidade está justamente na capacidade de evoluir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.