Reserva Mamirauá completa 30 anos e consolida modelo de conservação com participação de comunidades tradicionais
Macaco Uacari, símbolo da Reserva Luiz Claudio Marigo A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Amazonas, completou 30 anos como a primeira unidade de conservação do Brasil a adotar um modelo em que comunidades tradicionais permanecem em seus territórios e participam ativamente da proteção dos recursos naturais. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Com mais de um milhão de hectares de florestas alagáveis, a reserva protege um dos mais importantes ecossistemas de várzea do planeta e integra o Complexo de Conservação da Amazônia Central, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial Natural, além de constar na lista de Áreas Úmidas de Importância Internacional da Convenção de Ramsar.
Ao longo de três décadas, o modelo criado em Mamirauá — baseado na integração entre pesquisa científica, conhecimentos tradicionais e indígenas e gestão participativa — se espalhou pelo país e hoje está presente em 46 Reservas de Desenvolvimento Sustentável em diferentes regiões do Brasil.
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"Naquele momento, a criação de uma unidade de conservação ainda era frequentemente associada à retirada das populações que viviam no território", explica João Valsecchi do Amaral, diretor geral do Instituto Mamirauá.
Um dos principais idealizadores dessa mudança foi o biólogo José Márcio Ayres (1954–2003), cuja atuação foi decisiva para a criação da reserva e para a consolidação de um novo paradigma de conservação da natureza.
Ayres morreu aos 49 anos, mas seu trabalho segue sendo referência para iniciativas de conservação em diferentes partes do mundo.
"Mamirauá mostrou que era possível seguir outro caminho: reconhecer as comunidades tradicionais como protagonistas da conservação, assegurando sua permanência no território e valorizando seus modos de vida", afirma Valsecchi.
Veja o que é destaque no g1: Agora no g1 'Nosso território foi a nossa escola' Para quem cresceu na reserva, o convívio diário com a floresta moldou a relação com a conservação.
É o caso de Carlos de Carvalho Gonçalves, morador da RDS Mamirauá e diretor-presidente da AMURMAM (Associação de Usuários dos Recursos Naturais da Reserva Mamirauá).
"A minha infância na RDS Mamirauá foi de muito aprendizado.
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