Coberto por milhares de escamas de queratina, um mamífero consegue enrolar completamente o corpo e transformar a própria pele em uma armadura contra predadores
Escamas de queratina protegem o corpo do pangolim contra predadores, mas tornam-se alvo de um tráfico internacional que ameaça suas espécies
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR À primeira vista, o pangolim parece coberto por placas duras semelhantes às de um réptil, mas continua sendo um mamífero. As escamas do pangolim são estruturas de queratina, material relacionado ao que forma unhas humanas, e funcionam como uma armadura quando o animal se enrola até esconder praticamente todas as partes vulneráveis do corpo.
As escamas recobrem grande parte da cabeça, das costas, dos flancos e da cauda. Elas são formadas por queratina compactada e crescem a partir da pele, criando estruturas sobrepostas que combinam rigidez com alguma flexibilidade durante os movimentos do corpo.
Ao contrário dos espinhos de porcos-espinhos, essas placas não são pelos modificados. A documentação apresentada à CITES descreve as escamas como projeções da epiderme homólogas às unhas dos primatas, explicando por que a comparação com nossas unhas é biologicamente mais adequada.
Quando ameaçado, o animal curva a coluna, recolhe a cabeça em direção ao peito e envolve as áreas mais frágeis com o próprio corpo. A cauda completa o fechamento, enquanto as regiões cobertas por escamas ficam voltadas para fora.
Este vídeo mostra diretamente um pangolim utilizando sua defesa corporal e permite observar como as escamas permanecem expostas enquanto as partes vulneráveis ficam protegidas.
Um predador que tenta morder o animal enrolado encontra principalmente uma superfície dura e irregular. Grandes felinos e outros carnívoros podem ter dificuldade para alcançar a barriga, o pescoço ou a cabeça enquanto o pangolim permanece firmemente fechado.
Essa proteção não significa que o animal seja invulnerável. A estratégia funciona melhor justamente quando o atacante depende de dentes e garras para romper sua defesa. O Smithsonian considera as escamas uma adaptação importante contra predadores naturais e destaca que os pangolins são os únicos mamíferos totalmente revestidos por esse tipo de cobertura.
A semelhança está principalmente no material e na origem estrutural. Tanto as unhas quanto as escamas contêm queratina, proteína resistente encontrada também em outros anexos epidérmicos dos vertebrados. Isso não significa, porém, que uma escama seja simplesmente uma “unha gigante”.
A CITES descreve essas escamas como estruturas epidérmicas relacionadas evolutivamente às unhas dos primatas. Em filhotes elas nascem mais macias e endurecem nos primeiros dias, formando progressivamente a cobertura protetora característica do grupo.
O comportamento que ajuda contra predadores naturais acaba criando uma vulnerabilidade diante de caçadores. Quando ameaçado, o pangolim tende a se enrolar em vez de fugir rapidamente, o que permite que uma pessoa simplesmente recolha o animal e o transporte.
A IUCN aponta caça, comércio ilegal e exploração de carne e escamas entre as maiores ameaças às oito espécies reconhecidas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.