‘Uma cena de guerra’: o relato do policial que chegou primeiro ao acidente que matou 23 no Paraná
A fila de carros já anunciava, à distância, que havia algo errado na BR-373.
Na madrugada desta quarta-feira, 19, Carlos Ricardo Vettorazzi, policial rodoviário federal há quinze anos , avançava pelo acostamento de um dos trechos mais movimentados da rodovia para chegar ao local de uma das maiores tragédias rodoviárias recentes do Paraná.
O congestionamento se estendia por quilômetros.
Quando finalmente alcançou o ponto da colisão, em Ipiranga, nos Campos Gerais, a dimensão do acidente se revelou diante dele.
“Foi uma cena assim… uma cena de guerra”, contou Vettorazzi a VEJA, em entrevista exclusiva concedida horas depois do atendimento.
O policial estava entre os primeiros agentes a chegar ao local, ao lado de equipes do Corpo de Bombeiros.
À frente deles estava um ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva completamente destruído, atingido frontalmente por um caminhão.
Havia vítimas dentro e fora do veículo.
Acidente na BR-373 deixa 23 mortos no Paraná PRF/Divulgação Ao todo, 23 pessoas morreram .
A maior parte estava no ônibus, que levava pacientes de Imbituva para hospitais da Região Metropolitana de Curitiba.
O motorista do caminhão também morreu.
Outras cinco pessoas sobreviveram e foram encaminhadas para hospitais da região — entre elas, uma criança de 6 anos .
Há quinze anos na PRF do Paraná, depois de dezessete anos no Exército, Vettorazzi já esteve diante de acidentes fatais, situações de crise, tentativas de suicídio e confrontos com criminosos.
Ainda assim, algumas ocorrências permanecem na memória de maneira diferente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.