“IA sem contexto de negócio é despesa”, diz diretor de tecnologia do Banco do Brasil
Inteligência artificial (IA) que não resolve um problema de negócio vira custo.
A avaliação é do diretor de tecnologia da informação e de tecnologia do Banco do Brasil , Rodrigo Mulinari , no painel “Crescer conectado: ecossistemas mudam o cenário da inovação”, realizado nesta quinta-feira, 20, no segudo dia de IT Forum Praia do Forte, ao lado do fundador e CEO do Grupo Stefanini , Marco Stefanini, e do presidente da Dell Technologies Brasil , Diego Puerta .
“A IA, se não tiver contexto de negócio, é despesa”, afirma Mulinari.
Para ele, o uso da tecnologia precisa entregar experiência, eficiência, novo negócio ou segurança.
O que não se enquadra em um desses quatro resultados é custo sem retorno.
Os três executivos convergiram em um ponto, a adoção de IA nas grandes empresas deixou de ser um projeto da área de tecnologia.
“Uma transformação completa, quando falamos de inteligência artificial, não é de tecnologia.
É de estratégia, de cultura, de negócios, apoiada na tecnologia”, diz Puerta.
Do concorrente ao parceiro Mulinari descreve uma mudança na pergunta que o setor bancário faz sobre o mercado.
“Há um tempo, nos perguntávamos quem era o nosso concorrente, porque todo mundo se tornou banco”, diz.
“Agora estamos olhando por outro aspecto: quem é o nosso potencial parceiro?” A escala ajuda a explicar a dependência de terceiros.
O Banco do Brasil tem mais de 200 anos, opera como um conglomerado de 150 empresas, reúne 125 mil funcionários e mantém times de tecnologia no Japão, na Europa e nos Estados Unidos.
“Não tem como fazer sozinho.
É só nessa construção conjunta que vamos fazer isso acontecer”, afirma o executivo, que também é diretor da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
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