Família de sargento morto em quartel diz que condenação traz alívio, mas quer PMs presos: 'Ainda não acabou'
Justiça Militar condena à prisão capitão e cabo acusados pela morte de sargento em quartel A condenação do capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e do cabo Fabiano Rizzo pela morte do sargento Rullian Ricardo da Silva trouxe alívio aos familiares da vítima, mas é considerada insuficiente, já que os réus poderão recorrer em liberdade à segunda instância.
Para a enfermeira Daiane Michele Fernandes da Silva, de 37 anos, irmã da vítima, a punição imposta pela Justiça Militar, com penas que chegam a 22 anos de prisão em regime fechado, é menor do que a gravidade do crime, mas é representativa.
"No momento, a gente está se sentindo bastante aliviado, mesmo que essa pena veio menor.
A gente queria uma pena maior, mas estamos muito aliviados.
Nós acreditamos que não há nada, uma sentença maior do que deitar no travesseiro e sentir que tem sangue nas mãos", diz.
Em nota, os advogados do cabo Fabiano Rizzo, Mauro Ribas e Renato Soares, informaram que vão recorrer da condenação, buscando que prevaleça o voto divergente que absolveu o réu por insuficiência de provas.
Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Advogado de defesa de Laroca Junior, Abelardo Julio da Rocha informou que também vai recorrer da decisão de primeira instância da Justiça Militar.
Daiane Michele Fernandes, irmã de Rullian, contesta que o sargento tivesse uma arma para uso pessoal Reprodução/EPTV Do crime à condenação O crime aconteceu em 6 de abril de 2023 dentro de um alojamento da Polícia Militar, em São Paulo.
Rullian, que tinha 40 anos e integrava a corporação há 17 anos, havia sido promovido a sargento um ano antes e estava insatisfeito com a desorganização das escalas de trabalho no feriado de Páscoa.
Na data dos fatos, ele pretendia folgar para visitar a família em Franca (SP), mas foi comunicado pelo capitão Laroca de que deveria assumir o plantão no final de semana, o que gerou uma discussão entre os dois militares.
Segundo o relato inicial do Comando da PM, Rullian teria sacado uma arma durante a discussão, momento em que o capitão efetuou três disparos e o cabo Rizzo, motorista do oficial, atirou uma vez contra o sargento.
Rullian Ricardo da Silva estava na Polícia Militar há 17 anos Reprodução/Arquivo Pessoal A vítima foi atingida no pescoço e no tórax e morreu no local.
Na ocasião, um revólver calibre 32 foi retirado debaixo da coberta do beliche onde Rullian estava baleado, mas a versão de legítima defesa apresentada pelos oficiais foi contestada pela família da vítima.
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