Romero Jucá desiste de candidatura a deputado apesar de condenação suspensa
O presidente estadual do MDB, ex-senador Romero Jucá, durante a convenção deste domingo - 17.05.2026 (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV) O ex-senador Romero Jucá (MDB) desistiu de disputar uma vaga de deputado federal por Roraima nas eleições deste ano.
A decisão foi anunciada nesta terça-feira (18), após o emedebista ter colocado o próprio nome na disputa e, posteriormente, conseguido decisões judiciais que suspenderam os efeitos de uma condenação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Em mensagem direcionada ao povo de Roraima, Jucá afirmou que decidiu deixar a disputa após avaliar os impactos do processo judicial sobre sua imagem e sua família, além do ambiente político que encontrará durante a campanha.
“Contudo, a disputa baixa e vil não cabe mais na minha vida.
Portanto, é com muita responsabilidade e com o apoio da minha família que decidi não participar da disputa eleitoral deste ano”, afirmou.
A desistência ocorre poucos dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender os efeitos da condenação imposta pelo TRF-1.
Na prática, a decisão do ministro Flávio Dino afastou, provisoriamente, os efeitos penais e eleitorais do julgamento.
Além disso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também havia suspendido os efeitos da inelegibilidade de Jucá.
Com as duas decisões, o ex-senador ficou juridicamente apto a registrar candidatura enquanto o caso continua em análise nas instâncias superiores.
Condenação no TRF-1 A decisão que provocou a mais recente turbulência jurídica na trajetória eleitoral de Jucá foi tomada pelo TRF-1 em julho.
O tribunal reformou uma sentença de primeira instância que havia absolvido o ex-senador e o condenou a 9 anos, 10 meses e 15 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O processo envolve uma doação oficial de R$ 150 mil da Odebrecht ao MDB de Roraima, que, segundo a acusação acolhida pelo tribunal, teria sido utilizada para ocultar o pagamento de propina.
O dinheiro foi destinado à campanha de Rodrigo Jucá, filho do ex-senador, que disputou a vice-governadoria de Roraima em 2014.
Segundo o entendimento do TRF-1, o repasse estaria relacionado à atuação de Romero Jucá em medidas provisórias de interesse da empreiteira.
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