É hora de colocar dinheiro em Bitcoin? O que dizem analistas após nova alta
O Bitcoin ( BTC ) superou os US$ 86 mil nesta segunda-feira (21), no maior patamar desde janeiro, e acumula alta de cerca de 5,4% em 24 horas.
Para analistas, o movimento reforça a melhora do cenário para a criptomoeda , mas a velocidade da alta, sustentada em boa parte por derivativos, exige cautela no curto prazo.
A recuperação é expressiva porque ocorre poucos dias depois de o ativo testar os US$ 75 mil, em uma semana marcada pela alta de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e pela derrota do CLARITY Act, um importante projeto legislativo, no Senado dos Estados Unidos.
No terceiro trimestre, o Bitcoin sobe cerca de 44%, melhor desempenho desde os últimos três meses de 2024.
Ainda assim, segue 48% abaixo do recorde de US$ 126 mil, registrado em outubro do ano passado.
“O ponto mais construtivo é justamente a velocidade com que o BTC absorveu as notícias negativas da semana passada”, avalia Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin.
Para Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital, a notícia de que os EUA abandonaram uma grande operação militar que vinham preparando fez os mercados abrirem no positivo.
Na abertura da Europa, o volume líquido de compras agressivas em derivativos na Binance saltou de US$ 11 milhões para US$ 618 milhões em uma única hora.
“É raro ver tanto poder de compra entrar em derivativos num intervalo tão curto”, diz.
O gestor explica que a aceleração se deve ao chamado short squeeze .
O mapa de liquidação, feito antes da alta, mostrava perto de US$ 5 bilhões em posições vendidas concentradas entre US$ 83 mil e US$ 85 mil, e cada investidor liquidado é obrigado a recomprar o ativo, empurrando o preço e liquidando a posição seguinte.
Camargos reconhece que esperava o rompimento apenas depois do vencimento de opções de 25 de setembro.
“A direção estava certa, o tempo não.
O mercado não esperou o vencimento”, conta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.