Lula reajusta Bolsa Família com aceno a grupo onde houve queda de apoio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nessa quinta-feira (17/9) um reajuste no programa Bolsa Família , principal marca social das gestões petistas e criado ainda no primeiro mandato de Lula, em 2003.
A medida eleva o piso do benefício para R$ 691 e foi assinada pelo titular do Planalto a 17 dias do 1º turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
O programa é voltado a famílias de baixa renda e historicamente concentra uma parcela importante do eleitorado de Lula, que criou e promoveu políticas sociais como o Bolsa Família.
As últimas pesquisas eleitorais, porém, mostram avanço de Flávio Bolsonaro (PL) entre segmentos importantes da base eleitoral do petista, como o dos beneficiários do programa social, abrindo espaço para o senador na disputa pelo Planalto.
A pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira (14/9) mostrou, pela primeira vez no histórico do levantamento, Flávio numericamente à frente de Lula em uma simulação de 2º turno.
Nesse cenário, o senador marcou 42%, contra 40% do presidente.
Com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
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O percentual é o mesmo registrado nas duas rodadas anteriores da pesquisa, divulgadas em 2 e 7 de setembro.
Já Flávio cresceu 3 pontos percentuais nesse grupo: passou de 29% para 32%.
Em 7 de setembro, os indecisos nessa faixa de renda somavam 7% e passaram a 5%.
Já os que declararam voto branco, nulo ou que não votariam eram 13% e passaram a 12%.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nessa quinta-feira, que também mostrou Flávio numericamente à frente de Lula no 2º turno , por 47,2% a 46,8%, indica ainda que 54% dos entrevistados desaprovam o desempenho do chefe do Executivo federal, enquanto 45% aprovam.
Entre os respondentes com renda familiar de até R$ 2 mil, 56,2% desaprovam o desempenho de Lula, enquanto 43,6% aprovam.
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