Dólar cai a R$ 5,139 e Bolsa sobe após aumento do programa Bolsa Família
Dólar passou a subir após abertura em queda. A moeda americana começou o dia cotada no comercial para venda a R$ 5,13, variação de menos 0,33% ante o fechamento de ontem, mas passou a subir, chegando a R$ 5,165 às 11h. No período da tarde, os ajustes perderam força, e a moeda americana voltou cai cair, fechando o dia negociada a R$ 5,139, recuo de 0,24%.
Impacto nas contas públicas preocupa agentes de mercado. A medida não estaria no radar do mercado e é vista como um fator adicional de pressão fiscal, por representar aumento de despesas tanto para este quanto para o próximo ano.
O impacto é ruim por dois motivos. Vai ter efeito sobre a demanda, o que pode pressionar a inflação. E o segundo ponto é o timing. Como o pagamento do Bolsa Família é feito nos últimos 10 dias do mês, vai ocorrer perto do segundo turno das eleições. Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos
Nos Estados Unidos, juros subiram pela primeira vez em três anos. O Fed (Federal Reserve), Banco Central do país, aumentou a taxa básica economia americana em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, na primeira elevação desde julho de 2023.
Na entrevista coletiva após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, explicou que a unanimidade na reunião refletiu um conjunto de fatores, como o fortalecimento da economia, a persistência da inflação e os riscos geopolíticos. Em nossa visão, o cenário econômico atual, somado à comunicação do Fed, deve levar a mais uma alta nos juros ainda em 2026. Felipe Mecchi, economista do C6 Bank
No Brasil, o mercado reagiu ao quinto corte seguido dos juros. O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira de 14% para 13,75% ao ano . A decisão repetiu os movimentos realizados nas reuniões do colegiado do Banco Central em março, abril, junho e agosto.
O Copom não sinalizou os próximos passos, mas deixa a porta segue aberta para um novo corte na próxima reunião. A decisão final dependerá da evolução dos dados até lá. A leitura é de continuidade, com serenidade, cautela e política monetária dependente de dados. Vitor Kayo , economista sênior da Nomad
Agentes econômicos fazem apostas para próximos movimentos de juros. Há duas correntes entre analistas e investidores no mercado . Uma parte prevê que o Copom manterá a Selic em 13,75% ao ano até o fim de 2026 para proteger o real da alta de juros nos Estados Unidos. Já outro grupo aposta na continuidade da flexibilização monetária porque o próprio Banco Central teria reconhecido que o enfraquecimento da atividade econômica está se espalhando pelo Brasil.
A maior confiança em uma melhora no panorama fiscal pode levar a uma reancoragem das expectativas da inflação e permitir a aceleração dos cortes na Selic. Por outro lado, novos aumentos de despesas públicas podem trazer mais riscos, inclusive via depreciação no cambio, o que pode levar o Copom a uma pausa no ciclo de cortes e a manutenção da Selic mais alta por mais tempo. Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter
Menor diferença de juros entre Brasil e Estados Unidos pode impactar fluxo de recursos estrangeiros para a Bolsa brasileira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.