Nem toda dor no peito é infarto: cardiologista esclarece cinco mitos sobre a saúde do coração
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no Brasil.
Cerca de 400 mil brasileiros morreram por problemas relacionadas ao coração em 2022, segundo dados do Ministério da Saúde.
Este número alarmante reforça a importância da prevenção, especialmente porque fatores como hipertensão, colesterol elevado e diabetes podem permanecer silenciosos por anos.
Mesmo com a frequência desses problemas, dúvidas persistem sobre o que realmente representa um risco para o coração.
Algumas crenças, inclusive, podem fazer com que sinais importantes sejam ignorados ou que a prevenção seja deixada de lado.
Para ajudar a separar fato de mito, a especialista em cardiologia e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia Fernanda Douradinho esclarece cinco ideias comuns sobre a questão.
Nem toda dor no peito é infarto, mas o sintoma merece atenção É comum associar automaticamente dor no peito a um infarto.
A relação, porém, não é tão simples.
O desconforto pode ter origem muscular, pulmonar, gastrointestinal, como no refluxo, ou até emocional.
Isso não significa, no entanto, que a dor deva ser ignorada .
“Toda dor no peito intensa, persistente ou acompanhada de falta de ar, suor frio, náuseas ou irradiação para braço, mandíbula ou costas deve ser avaliada imediatamente”, comenta Fernanda.
A presença de sintomas associados pode indicar uma emergência cardiovascular.
Por isso, uma dor intensa, persistente ou diferente do habitual exige avaliação médica.
Outro engano frequente envolve a pressão arterial.
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