Bancos e federação iniciam no STF disputa por R$ 6,1 bilhões de poupadores
Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
O STF (Supremo Tribunal Federal) julga nesta sexta-feira (14) disputa avaliada em R$ 6,1 bilhões entre bancos e federação de poupadores. O valor se refere a perdas geradas por planos econômicos entre 1986 e 1991 e envolve cerca de 200 mil pessoas ainda não localizadas.
A discussão está na ADPF 165 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), iniciada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro. A entidade questionou a constitucionalidade dos planos Bresser , Verão, Collor I e Collor II .
Em 2017, bancos e associações de poupadores firmaram um acordo coletivo homologado pelo STF , com participação da AGU (Advocacia-Geral da União), Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Idec (Instituto de Defesa de Consumidores) e Febrapo (Frente Brasileira pelos poupadores).
O prazo de adesão para o recebimento por pessoas físicas já foi prorrogado por sucessivos aditivos e, em maio deste ano, o STF declarou a constitucionalidade dos planos e estendeu o período de novas adesões até 2027.
Até fevereiro de 2025, o acordo somava mais de 326 mil adesões e pagamentos de aproximadamente R$ 5 bilhões.
O pedido a ser analisado nesta sexta é da Febrapo. A Federação pede o reconhecimento expresso do direito de todos os poupadores elegíveis ao recebimento das quantias devidas, independentemente de manifestação formal de adesão ao acordo. Para a entidade, o modelo atual, que exige que os próprios beneficiários devem tomar a iniciativa para receber, inverte a lógica da reparação.
Os bancos argumentam que a homologação do acordo no mérito da ADPF 165 não dispensa a adesão formal e expressa de cada poupador, o que mantém a exigência de manifestação individual para o pagamento.
A Febrapo classifica esse argumento como obstáculo ao ressarcimento até 2027, quando termina o novo prazo de adesão.
Em nota, a diretora executiva da entidade, Ana Seleme , diz ser "inaceitável que um acordo, que já prevê um deságio significativo e é, por essência, altamente benéfico aos bancos, seja descumprido de forma tão vergonhosa e não pague a todos os poupadores e seus herdeiros que sofrem as consequências de planos econômicos e que esperaram 20, 30 anos para serem ressarcidos."
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.