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Estrangeiros retiram R$ 11,9 bilhões da B3 em apenas 7 pregões de agosto

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Estrangeiros retiram R$ 11,9 bilhões da B3 em apenas 7 pregões de agosto

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 11,9 bilhões da Bolsa brasileira nos primeiros sete pregões de agosto, até o dia 11, aponta levantamento da Elos Ayta Consultoria, o segundo mês com maior saída de recursos estrangeiros da B3 em 2026.

Saldo de aplicações de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira está negativo em 11,9 bilhões no mês. Esse saldo negativo é o segundo maior para um mês em 2026, atrás apenas de maio, que registrou retirada de R$ 14,91 bilhões, segundo dados da Elos Ayta, elaborado com base nos dados da B3 e sem considerar aportes em IPOs e follow-ons.

Movimento contrasta com o forte ingresso de recursos observado no início do ano. Janeiro, fevereiro e março registraram entradas de R$ 26,31 bilhões, R$ 15,40 bilhões e R$ 11,66 bilhões, respectivamente. A partir do segundo trimestre, entretanto, o comportamento mudou, com saídas de R$ 14,91 bilhões em maio e R$ 7,79 bilhões em junho.

Relatório do JPMorgan foi gatilho para fortes retiradas em apenas um dia. Os investidores estrangeiros retiraram R$ 4,7 bilhões em ações da B3 no pregão de 11 de agosto. No pregão, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, caiu 2,50%. Foi nesse dia que o banco americano rebaixou a recomendação do Brasil de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente a compra) para neutro , mencionando que o ciclo de flexibilização monetária está chegando ao fim, ao mesmo tempo que o crescimento econômico desacelera e o ciclo de crédito se deteriora.

Principal ponto de atenção está na velocidade da saída em relação ao número de pregões já transcorridos. Caso esse movimento persista, o mês poderá ampliar significativamente a retirada de capital estrangeiro registrada no segundo semestre e reforçar a mudança de comportamento observada ao longo de 2026. Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta

Fluxo estrangeiro é importante indicador da percepção internacional sobre os ativos brasileiros e tem impacto direto sobre a liquidez e a formação de preços na B3. Por isso, a evolução dos próximos pregões será fundamental para determinar se a saída registrada até o dia 11 representa um movimento pontual ou o início de um período mais prolongado de redução da exposição dos investidores internacionais à Bolsa brasileira.

Ibovespa sofre para reagir após seis pregões seguidos de baixa. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 chegou a subir hoje, cerca de 0,56% às 11h, para 168.433 pontos, mas perdeu força e passou a recuar com falta de fluxo de compra. O Ibovespa cedia 0,17% às 15h, para 167.205 pontos, menor patamar desde 20 de janeiro.

Bolsa brasileira atravessa ciclo negativo com saída de recursos estrangeiros. A tendência é influenciada pela atuação dos investidores internacionais, que respondem por cerca de 60% do giro diário de negócios.

No início do ano entrou muito fluxo, com investidor estrangeiro comprando barato. Agora, com cenário de incerteza provocado por dúvidas sobre qual será o próximo governo, sobre se a guerra vai acabar ou não e sobre qual será o patamar de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Com tudo isso, quem aloca dinheiro nesse momento vê sentido em ficar fora da Bolsa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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