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Ex-ministros, juristas e empresários assinam carta de apoio a Fachin em meio à crise no STF

G1 Política ·
Ex-ministros, juristas e empresários assinam carta de apoio a Fachin em meio à crise no STF

Decisões de Edson Fachin foram notícia na imprensa internacional Getty Images via BBC Um grupo de autoridades, incluindo ex-ministros dos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff, juristas, empresários e líderes da sociedade civil, assinou uma carta em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em meio à crise institucional que atinge a Corte.

O documento foi enviado ao ministro neste domingo (13).

O manifesto afirma que as revelações recentes sobre as relações de ministros do Supremo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os desdobramentos do episódio compõem a “mais grave crise da história do Supremo” e da história republicana do Brasil.

“A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia”, diz o documento.

O grupo também defende reformas institucionais “capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse e estabelecer padrões rigorosos de conduta”.

Ao todo, são 198 assinaturas (veja a íntegra da carta ao final da reportagem).

Entenda a crise no STF A crise no Supremo se intensificou no início de setembro, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal produzido no âmbito das investigações sobre o Banco Master.

O documento revelou mensagens e contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

As apurações sobre o banco também trouxeram à tona relações de Vorcaro com outros integrantes da Corte e negócios envolvendo familiares de ministros, ampliando os questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.

A divulgação do material desencadeou um embate público dentro do Supremo.

Moraes reagiu e pediu a investigação de Mendonça por suposto abuso de autoridade.

A tensão aumentou com decisões conflitantes entre ministros, incluindo o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça, e sua posterior reintegração por decisão de Flávio Dino.

A sucessão de medidas expôs uma divisão interna na Corte e levou Fachin a cancelar sessões plenárias para evitar um encontro público entre os ministros no auge da crise.

Diante da escalada, Fachin passou a centralizar as decisões relacionadas à crise.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.

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