As duas mensagens de Flávio Bolsonaro à direita ao deixar o Brasil rumo aos EUA
A decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos transmite duas mensagens negativas aos seus apoiadores: a de que contrariou a própria promessa de permanecer no país e a de que desconsiderou os parceiros políticos.
Essa é a avaliação do editor de Política José Benedito da Silva, que vê no episódio um fator de enfraquecimento da liderança de Flávio após a eleição presidencial (este texto é um resumo do vídeo acima) .
“Eu acho que ele passou duas mensagens ruins que o enfraquecem como liderança política”, afirmou no Ponto de Vista , apresentado por Laísa Dall’Agnol, nesta quarta-feira, 28.
Durante o programa, a apresentadora relatou ter ouvido de uma pessoa próxima à família Bolsonaro que aliados, principalmente do PL, não haviam sido avisados da decisão.
Qual foi a contradição apontada por José Benedito? A primeira crítica do editor se refere à diferença entre o que Flávio havia anunciado e sua atitude posterior.
Segundo José Benedito, ele afirmou que não deixaria o Brasil e viajou cerca de 24 horas depois.
Na avaliação do jornalista, a sequência transmite a impressão de que Flávio faltou com a verdade quando assegurou que permaneceria no país.
O editor relacionou o episódio a um desgaste anterior envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Flávio precisou reconhecer que havia estado com o banqueiro depois de negar o encontro.
Para José Benedito, a repetição desse tipo de contradição alimenta a desconfiança entre os próprios aliados.
Continua após a publicidade Por que a saída provoca desconforto entre os aliados? A segunda mensagem negativa, segundo o editor, é a de falta de consideração pelos parceiros políticos.
“A segunda mensagem ruim que o Flávio passa com esse gesto é de que ele não se preocupa com os parceiros políticos”, afirmou.
José Benedito avaliou que a decisão passa a impressão de que os interesses pessoais e familiares prevaleceram sobre os compromissos com o grupo que sustentou a candidatura.
Para dimensionar esse apoio, o jornalista mencionou os cerca de 60 milhões de votos recebidos por Flávio e a adesão de catorze governadores eleitos.
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