Maior alta do Ibovespa hoje: ações da MRV (MRVE3) saltam após balanço, mas analistas divergem sobre resultado
A MRVCo reduz prejuízo e melhora margens no Brasil, mas impairment da Resia pesa; vendas nos EUA prometem reduzir dívida e impulsionar recuperação futura.
A MRV&Co (MRVE3) ainda tem uma pedra no sapato, mas parece que está conseguindo se recuperar. O conglomerado, que reúne empresas imobiliárias como MRV Incorporação, Urba, Luggo e Resia , operam em alta nesta quinta-feira (13).
A companhia divulgou o balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26) ontem (12). Entre analistas, porém, a avaliação dos números é mista .
Por volta das 11h50, os papéis, que são negociados dentro do índice Ibovespa (IBOV) , avançavam 9,05%, para R$ 4,58
Entre abril e junho, o conglomerado registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 626,3 milhões, uma redução de 22,7% em relação ao prejuízo apurado no mesmo período de 2025.
A operação brasileira do conglomerado apresentou lucro líquido ajustado atribuível aos acionistas de R$ 155 milhões, alta de 28,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
A margem bruta manteve a trajetória de recuperação e atingiu 31,2%, avanço de 1 ponto percentual em um ano e o maior nível dos últimos sete anos.
A receita consolidada do grupo, que somou R$ 3 bilhões, ficou 4% acima das estimativas do Safra.
Para a equipe de análise da XP Investimentos , a MRV&Co apresentou números “fracos” , principalmente porque reconheceu integralmente, no 2T26, as baixas contábeis ( impairments ) de U$ 110 milhões relacionadas à Resia , sua subsidiária do grupo nos Estados Unidos (EUA) que está em processo de encerramento.
A divisão de negócios nos EUA reportou a perda por causa da venda de empreendimentos e terrenos abaixo do valor patrimonial , em meio a uma piora do mercado por lá.
Esta foi a segunda baixa contábil reportada pela MRV&Co. Há um ano, o grupo já havia comunicado um impairment de US$ 144 milhões no início do processo de venda dos ativos nos Estados Unidos .
Apesar do impacto no resultado consolidado, a XP avalia que as alienações da subsidiária norte-americana devem ajudar a reduzir a alavancagem do grupo. A subsidiária já vendeu US$ 401 milhões em ativos no acumulado do ano. A expectativa é de que as transações reduzam significativamente a alavancagem da companhia assim que os recursos forem recebidos.
Isso porque, com as vendas, o conglomerado espera uma redução de R$ 1,7 bilhão na sua dívida líquida, para R$ 4,6 bilhões, ante R$ 6,3 bilhões ao final de 2025.
Isso abre caminho para resultados melhores no futuro. “Do lado positivo, o 3T26 pode apresentar melhora, sem o reconhecimento de impairments e com geração de caixa superior a R$ 1,5 bilhão”, disse a corretora.
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