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De novo, o pesadelo: Hapvida (HAPV3) desaba mais de 20% após balanço. O que deu errado desta vez?

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De novo, o pesadelo: Hapvida (HAPV3) desaba mais de 20% após balanço. O que deu errado desta vez?

Se gato escaldado tem medo de água quente, o investidor de Hapvida (HAPV3) tem mais é que temer as divulgações de balanço da operadora de saúde.

A companhia está desabando na bolsa nesta quinta-feira (13) após publicar os resultados do segundo trimestre de 2026, na noite de ontem (12).

Por volta das 13h, as ações da empresa caiam mais de 23%, negociadas a R$ 7,32.

No mesmo horário, o Ibovespa desacelerava 0,55%, a 166.566 mil pontos.

Cabe lembrar que essa não é a primeira (nem a segunda) vez que a ação derrete após a divulgação de um balanço.

No terceiro trimestre do ano passado, por exemplo, a queda foi de 42%.

Após ter dado um trimestre de sossego ao investidor na última safra , com os planos da administração para virar o jogo, o mercado parece estar se dando conta de que o buraco é mais embaixo.

Diante dos números frustrantes, o CEO Luccas Adib não tentou colocar panos quentes sobre um dos principais problemas dos resultados entre abril e junho deste ano, divulgados na noite de ontem (12): a judicialização .

Em teleconferência com investidores nesta quinta-feira (13), o CEO Luccas Adib reconheceu que a operadora de planos de saúde e dentários errou na forma de lidar com o avanço das disputas judiciais e em evitar que esses processos se transformassem em custos maiores para a companhia.

"Esse foi o principal detrator dos nossos resultados, que fez com que os números viessem abaixo do consenso.

Aqui cabe uma autocrítica: estamos errando na execução e calibragem de alguns vetores.

Nosso modelo de gestão jurídica não acompanhou o tamanho do desafio", afirmou o executivo durante a teleconferência.

Além disso, o trimestre continuou marcado por muitos dos problemas que a companhia enfrenta há algum tempo: alta utilização (sinistralidade), diversos contratos em condições econômicas desfavoráveis, elevado endividamento, perda de beneficiários, despesas corporativas elevadas e pressão persistente sobre os custos médicos.

Essa combinação explosiva fez com que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da empresa caísse 37,2% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 504,4 milhões.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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