Juros mais baixos em 2027? Durigan diz que governo fará ‘o que for preciso’ no fiscal
O ministro da Fazenda, Dario Durigan , defendeu que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva está comprometido em avançar no ajuste das contas públicas para abrir espaço para juros mais baixos no Brasil.
Durante participação no evento Esfera Brasil, nesta segunda-feira (14), o ministro reconheceu a importância da política fiscal para a trajetória da Selic e afirmou que a equipe econômica continuará buscando medidas para melhorar as contas públicas.
“É claro que o fiscal tem importância na definição da taxa de juros e é também por esse motivo que a gente vem melhorando o fiscal.
O compromisso é seguir aperfeiçoando”, afirmou.
Durigan destacou que a proposta de Orçamento para 2027 prevê superávit e afirmou que a expectativa do governo é inaugurar, a partir do próximo ano, uma sequência de resultados positivos nas contas públicas.
“O orçamento apresentado para o ano que vem é o superávit de 2027, que é o primeiro dos próximos anos em que a gente vai registrar superávits recorrentes”, disse.
Segundo o ministro, o resultado previsto ainda poderá ser reforçado por novas medidas de controle de gastos e pela revisão de benefícios tributários considerados ineficientes.
A expectativa, segundo Durigan, é que esse processo permita ao país combinar um “fiscal mais organizado” com taxas de juros menores e maior espaço para investimentos.
Fiscal é parte da equação dos juros, diz Durigan Apesar de reconhecer a responsabilidade da política fiscal sobre os juros, Durigan ponderou que o atual nível das taxas não pode ser explicado apenas pela situação das contas públicas brasileiras.
O ministro citou o aumento dos custos de financiamento das dívidas de países como Estados Unidos , Alemanha , Reino Unido e Japão , em meio a um ambiente internacional de maior pressão inflacionária e incertezas geopolíticas.
“Não é uma questão simples.
A guerra não está no nosso controle, eventualmente a política monetária de outros países não está no controle do Estado brasileiro”, afirmou.
Por outro lado, Durigan disse que cabe ao governo atuar sobre aquilo que está ao seu alcance.
Entre as prioridades, citou a melhora do fiscal , a racionalização do Estado e a revisão de benefícios concedidos tanto a servidores públicos quanto a setores empresariais.
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