Médicos ignoraram sinais de insuficiência renal antes de Maradona morrer, revela depoimento
Um especialista afirmou, em depoimento prestado a tribunal na Argentina na terça-feira 19, que a equipe médica responsável pelos cuidados de Diego Maradona ignorou sinais importantes de deterioração da saúde do ídolo do futebol antes de sua morte, em 2020.
Durante o novo julgamento que apura a responsabilidade de sete profissionais no falecimento do ex-jogador, o nefrologista Hernán Trimarchi apontou a insuficiência renal como um dos principais alertas que deveriam ter levado a um acompanhamento mais rigoroso.
Maradona morreu aos 60 anos, em 25 de novembro de 2020, enquanto se recuperava em uma casa alugada em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires, de uma cirurgia para a retirada de um coágulo no cérebro.
Segundo a autópsia, ele sofreu uma insuficiência cardíaca que provocou um edema pulmonar agudo, caracterizado pelo acúmulo de líquido nos pulmões.
Suposta negligência Ao depor diante do tribunal em San Isidro, Trimarchi afirmou que Maradona sofria de doença renal crônica.
Segundo o especialista, os rins do ex-craque apresentavam aumento de peso e lesões associadas a um histórico de obesidade, hipertensão e uso de cocaína.
“No mínimo, ele deveria ter recebido exames médicos diários, cuidados de enfermagem diários, exames de sangue e monitoramento dos sinais vitais”, afirmou o nefrologista.
De acordo com Trimarchi, não há registros de exames de sangue realizados durante as cerca de duas semanas em que Maradona permaneceu em recuperação na residência particular.
Continua após a publicidade A permanência de Maradona fora de um ambiente hospitalar é um dos pontos centrais do processo.
A acusação sustenta que a decisão de permitir que ele se recuperasse em uma casa, em vez de permanecer sob observação médica, contribuiu para sua morte.
O depoimento de Trimarchi é o terceiro de um especialista a apontar possíveis falhas no acompanhamento de Maradona durante os últimos dias de vida.
Em abril, o tribunal também viu imagens do ex-jogador pouco antes da morte, com o abdômen visivelmente inchado por causa de um edema.
A autópsia indicou ainda que ele passou horas sofrendo dores intensas antes de morrer.
Continua após a publicidade Acusação O processo busca determinar se sete profissionais envolvidos nos cuidados de Maradona devem responder por homicídio simples com dolo eventual — quando se considera que o acusado previu a possibilidade de morte e, ainda assim, assumiu o risco de que ela ocorresse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.