Plano de Flávio Bolsonaro usa escândalo do INSS para desgastar Lula
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O plano de governo do presidenciável do PL , o senador Flávio Bolsonaro (RJ), promete combater e prevenir fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) como parte de sua estratégia de explorar na campanha eleitoral o escândalo dos descontos fraudulentos que envolveu Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , filho do presidente Lula ( PT ).
Ao apresentar suas propostas para a área, Flávio exime o governo Jair Bolsonaro (PL) e culpa a gestão petista pelo esquema de corrupção , alvo da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS no Congresso.
Auxiliares do candidato apostam em Lulinha e no escândalo do INSS como pontos centrais de desgaste para Lula durante a campanha. Também por isso, escolheram como candidato a vice-presidente o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPI do INSS que propôs em seu parecer final o indiciamento do filho de Lula.
O texto fala em "farra do INSS", uma "explosão de descontos indevidos que triplicou os valores roubados de idosos, pensionistas e beneficiários de programas sociais em 2023 e 2024", anos da gestão do PT.
"Foi a mobilização da oposição, após a CPI do INSS e contra a resistência do governo Lula, que conseguimos aprovar o fim definitivo dos descontos associativos, em novembro de 2025", diz ainda o plano.
A proposta de Flávio é reeditar um pacote antifraude da Previdência, nos moldes de uma MP (medida provisória) editada pelo governo Bolsonaro em 2019, e "mudar a governança do consignado para que a fraude não se repita, revendo quem opera esses descontos e como são autorizados".
No fim de julho, os ministros André Mendonça e Flávio Dino , do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizaram a abertura de inquéritos contra Lulinha para apurar suspeitas de tráfico de influência. Também vieram à tona pagamentos da empresária Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola , que é amigo de Lulinha.
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Em abril de 2025, durante o governo Lula , uma operação deflagrada pela Polícia Federal e pela CGU (Controladoria-Geral da União) mirou um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A investigação apontou uma soma de R$ 6,3 bilhões em valores descontados, entre 2019 e 2024, abrangendo os governos Bolsonaro e Lula.
Depois da operação, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto , pediu demissão do cargo após ordem do presidente Lula. A revelação do esquema também culminou na demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi ( PDT ).
A MP incluiu uma regra para que o desconto de associações em aposentadorias e pensões fosse autorizado anualmente. Durante a tramitação no Congresso, a iniciativa foi alterada pelos parlamentares duas vezes até ser eliminada completamente em uma terceira ocasião. Bolsonaro poderia apresentar vetos ao texto, mas decidiu sancionar a MP na íntegra .
Entre as 11 entidades investigadas pela operação da PF, cinco haviam firmado acordos com o INSS durante o governo Bolsonaro .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.