Colômbia prepara lei para classificar grupos armados como terroristas
A Colômbia prepara uma reforma para classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas .
A proposta, que será apresentada ao Congresso, prevê a criação de um marco jurídico específico para ampliar os instrumentos de combate aos grupos armados ilegais.
A medida representa uma mudança na política de segurança adotada pelo governo anterior, do ex-presidente de esquerda Gustavo Petro, que apostou em negociações e iniciativas de desarmamento de guerrilheiros e narcotraficantes.
Ultradireitista, o atual mandatário, Abelardo de la Espriella, assumiu o cargo no início de agosto com a promessa de abandonar essa estratégia e adotar uma política de enfrentamento direto às organizações criminosas, com apoio dos Estados Unidos.
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Segundo ele, o texto deverá estabelecer juridicamente o que caracteriza uma organização terrorista e, posteriormente, permitir a criação de uma lista de grupos enquadrados nessa categoria.
O ministro não detalhou quais organizações poderão ser incluídas na lista.
Ele, porém, indicou que a classificação poderá alcançar grupos envolvidos em ataques e incêndios registrados no oeste do país.
A proposta ocorre em meio ao pior surto de violência registrado na Colômbia na última década, segundo o governo.
A administração De la Espriella afirma que grupos criminosos vêm utilizando diferentes estratégias para enfraquecer a atuação das forças de segurança e do Estado.
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1 de 3 2 de 3 Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images 3 de 3 Gustavo Petro e Abelardo de La Espriella Sebastian Barros e Camilo Moreno via Getty Images Apoio dos Estados Unidos A mudança colombiana ocorre em sintonia com a política adotada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Washington já classificou como terroristas organizações criminosas que atuam em países como México, Colômbia, Equador e, inclusive, Brasil.
A designação permite ao governo norte-americano ampliar operações militares, de inteligência e ações de combate contra essas organizações em diferentes países.
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