Copa do Mundo de 2026 pode render receita recorde à Fifa
A Copa do Mundo de 2026 deve render cifras recordes à Fifa, impulsionada pela ampliação do torneio e por uma política de ingressos que gerou críticas. De acordo com informações divulgadas pelo jornal The Times, nesta quarta-feira (28), a venda de ingressos e de pacotes de hospitalidade pode alcançar 4,5 bilhões de euros (R$ 26,8 bilhões), cerca de cinco vezes o valor arrecadado no Mundial do Catar, em 2022.
A edição de 2026, disputada nos Estados Unidos, no Canadá e no México, foi a primeira com 104 partidas. O aumento no número de seleções e a inclusão de uma fase eliminatória extra, antes das oitavas de final, acrescentaram 40 jogos em relação à última Copa. De acordo com o jornal britânico, a arrecadação superou as previsões da entidade e ajudou a elevar a receita total do torneio para 13,4 bilhões de euros (R$ 80 bilhões). Esse valor, porém, não foi confirmado oficialmente pela Fifa.
Um dos principais fatores por trás dos números foi a adoção de preços dinâmicos para os ingressos. Nesse modelo, os valores variam de acordo com a procura, em vez de seguir uma tabela fixa. A Fifa também passou a cobrar uma taxa de 30% sobre as revendas, em um mercado no qual algumas entradas chegaram a ser anunciadas por quantias muito superiores ao preço original.
O custo dos ingressos provocou uma série de críticas, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, precisou defender a política de preços em diferentes ocasiões. O dirigente lembrou que a entidade arrecadou 832 milhões de euros com bilheteria e hospitalidade na Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Infantino também argumentou que a Fifa não tem fins lucrativos e precisa utilizar o dinheiro obtido durante o Mundial para financiar o futebol nos anos seguintes.
"A Copa do Mundo acontece durante um mês a cada quatro anos, então geramos dinheiro em um único mês. Nos 47 meses seguintes, até a próxima edição, gastamos esse dinheiro. O que muita gente não sabe é que, embora movimentemos bilhões durante uma Copa, a Fifa é uma organização sem fins lucrativos", afirmou.
"Isso significa que toda a receita que geramos é reinvestida no desenvolvimento do futebol em 211 países. Cerca de três quartos deles provavelmente não teriam condições de manter o futebol organizado sem os subsídios que oferecemos. Por isso, tentamos sempre encontrar o equilíbrio certo", acrescentou o presidente.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.