Crescimento da economia brasileira desacelera no 2º tri com retração em junho, diz BC
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A economia brasileira encerrou o segundo trimestre com leve crescimento mesmo após ter recuado em junho, mostrando forte desaceleração em relação ao início do ano conforme esperado, mostraram dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira (17).
Em junho, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto ( PIB ), teve queda de 0,6% na comparação com o mês anterior, mostraram dados dessazonalizados.
O resultado mensal foi um pouco pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,53%. Neste ano, somente os meses de março e junho apontaram contração nas comparações mensais.
Com isso, o IBC-Br registrou expansão de 0,2% no segundo trimestre, após alta de 1,2% nos três meses de janeiro a março, pressionado principalmente pelo setor de serviços, importante motor da economia.
O IBGE divulga os dados do PIB do trimestre de abril a junho no dia 1º de setembro, após ter informado crescimento de 1,1% no primeiro trimestre sobre os três meses anteriores.
Analistas vêm esperando uma desaceleração da economia após o forte desempenho no início do ano, passados os efeitos sazonais positivos da agropecuária. Pesam ainda as incertezas no cenário externo com a guerra no Oriente Médio e as tarifas dos Estados Unidos, e os efeitos defasados da política monetária restritiva.
No início do mês, o BC cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual pela quarta reunião seguida, a 14% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto em meio a uma melhora no cenário corrente, argumentando que manterá "a restrição adequada" para assegurar a convergência da inflação à meta. Por outro lado, um mercado de trabalho ainda sólido e medidas de incentivo do governo favorecem o consumo.
"A expectativa é de que a desaceleração da atividade, combinada com outros fatores circunstanciais, como as surpresas benignas do IPCA, abra espaço para a continuidade do ciclo de calibragem até que a Selic atinja 13,50%, nossa estimativa para 2026", avaliou Matheus Pizzani, economista do PicPay.
Os dados do BC mostram que em junho a agropecuária apresentou crescimento de 1% sobre maio, terminando o segundo trimestre com ganho de 0,3%.
Por outro lado, a indústria teve retração de 1,4% no mês, mas ainda cresceu 0,5% no período de abril a junho. Os serviços recuaram 0,5% em junho e 0,1% no segundo trimestre.
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"O dado de junho do IBC confirma a trajetória de moderação da atividade e uma economia mais dependente do setor externo, principalmente do agro e da exploração do petróleo", disse André Valério, economista sênior do Inter, ressaltando que, excluindo a agropecuária, o indicador do BC aponta contração de 0,9% em junho.
Dados do IBGE mostraram que, em junho, a produção industrial teve queda de 1,8% em relação a maio, mas as vendas no varejo cresceram 0,5%, acima do esperado. O volume de serviços também superou as expectativas, embora tenha ficado estável no mês.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.