segunda-feira, 31 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Mundo

Por que os islandeses rejeitaram a adesão à União Europeia?

G1 Mundo ·
Por que os islandeses rejeitaram a adesão à União Europeia?

Bandeiras da Islândia na capital do país, Reykjavik Leonhard Foeger/Reuters O ceticismo prevaleceu e fez com que os islandeses preferissem manter-se de fora da União Europeia a retomarem o processo de adesão ao bloco, abandonado em 2015 por um conflito sobre os direitos da pesca.

O temor de que a entrada na UE poderia acarretar a perda de controle sobre as cotas de pesca ou a abertura das águas do país a empresas estrangeiras falou mais alto do que as expectativas de redução do custo de vida, estabilidade e segurança como futuro membro do bloco europeu. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A soberania pelos recursos naturais e a identidade nacional mobilizaram os eleitores do “Não”, que venceram o referendo de sábado por 52,8% e não quiseram ver o setor pesqueiro de seu país subordinado à política comum da União Europeia.

Os partidários do “Sim”, que votaram pela reabertura das negociações com o bloco, obtiveram 47,2%.

Para a UE, que tenta alargar suas fronteiras, o resultado do referendo na Islândia foi um golpe, ao ver frustrada a oportunidade de expandir-se para o Ártico, cada vez mais disputado entre EUA, Rússia e China.

Mas os eurocéticos, em geral capitaneados pela extrema direita europeia, comemoraram a rejeição dos islandeses.

Agora no g1 A votação da Islândia, como descreveu a francesa Marine Le Pen no X, mostra que outra Europa é possível — “a de nações livres e soberanas que cooperam voluntariamente em questões de interesse comum”.

O resultado evidenciou uma nítida divisão geográfica na ilha de 400 mil habitantes.

A área rural do país, predominada pela agricultura e pela pesca, resistiu categoricamente à retomada das conversas com a UE, com índices superiores a 60%, em comparação às áreas urbanas.

Dos seis distritos eleitorais, apenas dois, na capital Reykjavik, votaram “Sim”.

Os produtos oriundos do mar representam cerca de 7% do PIB e 40% das exportações.

Os pescadores islandeses não querem ver concorrentes europeus navegando em suas águas, e a campanha do “Não” soube explorar esse sentimento de forma eficaz.

As investidas de Donald Trump contra a vizinha Groenlândia, tampouco foram suficientes para mobilizar os eleitores a dar um passo em direção à proteção europeia.

Num discurso em Davos, no início do ano, o presidente americano citou a Islândia como alvo potencial.

Seu embaixador em Reykjavik causou mal-estar ao brincar que as duas ilhas do Ártico poderiam tornar-se o 51º e o 52º estados dos EUA e teve que se desculpar.

Ler a notícia completa no G1 Mundo ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.

Este assunto em outros veículos

Mais de G1 Mundo

Ver tudo ›

Mais em Mundo

Ver tudo ›