Filme 'Colegas e o Herdeiro' ri de tabus e preconceitos contra a neurodivergência
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Treze anos após fazer história como o primeiro longa brasileiro protagonizado por atores com síndrome de Down , "Colegas", ganhador de 13 prêmios nacionais e internacionais, apresenta agora uma sequência que reflete o amadurecimento de seu elenco e de seu criador, o diretor Marcelo Galvão .
Em "Colegas e o Herdeiro", que chega aos cinemas nesta quinta (13), a poesia quase ingênua da fuga original dá lugar a uma narrativa mais complexa, atual e com momentos de riso incontrolável.
A trama também conseguiu expandir ainda mais seu espectro inclusivo e da neurodiversidade, incorporando atores autistas. Um deles, Henrique Fernandes, que interpreta o Magrelo, diverte com pouquíssimas falas, mas com muitas expressões e explosões de gestos em cena.
A comédia de aventura não hesita em pautar, sem melindres, temas que resistem como tabus na realidade de pessoas com deficiência, como questões sobre sexualidade e namoro, debates relativos a gênero, autonomia e capacidades desse grupo social para desenvolver as atividades que bem quiser.
O filme também não se rende a dar um tratamento especial a seu conjunto de atores —entre eles, os já consagrados Ariel Goldenberg, Rita Pokk e Breno Viola, que protagonizaram o primeiro longa— com cenas em que o capacitismo , o preconceito contra pessoas com deficiência, é destacado para reflexão.
O longa acompanha a jornada de quatro amigos —Fernanda, Letícia, Duda e Igor— que fogem de uma instituição e embarcam num avião de carga para o Uruguai, no intuito de reencontrar o amigo Stalone, que acredita ter herdado um hotel de luxo meio decadente.
A participação da atriz Fafy Siqueira , que faz uma vilã, incrementa os momentos de gargalhada. Ela e seus filhos, todos bandidos procurados, vão tentar envolver os jovens aventureiros em contrabando de pedras preciosas.
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