Master, Refit e inelegibilidade: relembre os reveses de Cláudio Castro
Cláudio Castro acumula, em 2026, uma série de reveses na Justiça e novas frentes de investigação.
Nesta sexta-feira (14), o ex-governador do Rio de Janeiro foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal em uma casa em Petrópolis/RJ, que é investigada por ser sede de uma série de negociações fraudulentas.
Esta foi a terceira operação da PF contra Cláudio Castro em menos de três meses , todas relacionadas a suspeitas envolvendo a refinaria Refit e o Banco Master .
Durante o Bastidores CNN desta sexta, a âncora Tainá Falcão lembrou quais operações foram essas.
No dia 15 de maio, Castro foi alvo de uma operação que investiga suspeitas de que o governo do Rio de Janeiro, sob seu comando, teria direcionado “todos os esforços da sua máquina pública” , conforme consta na decisão da época, em favor do conglomerado de Ricardo Magro , dono da Refit.
“Magro que é conhecido como o maior sonegador de impostos do país , segundo a Receita Federal”, ressaltou Tainá.
PL terá chapa puro sangue no Rio de Janeiro após desistências sucessivas Debate no RJ: candidatos focam em segurança, corrupção e ataques a Paes Daniel Vorcaro contrata novo advogado e pode reabrir chance de delação Menos de duas semanas depois, Castro voltou a ser alvo de busca e apreensão no âmbito de uma investigação que apura fraudes financeiras no Banco Master , de Daniel Vorcaro, com relação aos institutos de previdência do Rio de Janeiro.
A ação desta sexta-feira apura a concessão irregular de licenças ambientais para a Refit , além de lavagem de dinheiro ligada ao suposto esquema criminoso.
Ao todo, a operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços no Rio de Janeiro e na região serrana.
Três carros de luxo, avaliados em mais de R$ 1,7 milhão , chegaram ao local durante a operação.
Entre os alvos estão o ex-deputado estadual Bernardo Rossi , o advogado Antônio Carlos Santos , o ex-secretário de Estado de Transformação Digital José Mauro Júnior , além dos empresários Luiz Fernando Gomes, Maurício Leite e Ana Carolina Miranda .
Além das operações da PF, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condenou Castro por abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022.
Em junho, a Corte Eleitoral rejeitou os recursos apresentados contra a mesma decisão, consolidando a inelegibilidade do ex-governador.
Defesa nega envolvimento O âncora Gustavo Uribe relatou que a defesa de Castro, representada pelo advogado Carlo Lucchione, afirmou que o ex-governador desconhece ter sido alvo da operação.
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