Delcy promete eleições na Venezuela, ignora Maduro, agradece Trump e volta a reivindicar Essequibo
A presidente venezuelana Delcy Rodriguez durante discurso na Assembleia Geral da ONU - 23.09.2026 (Foto: ONU) A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez , afirmou nesta quarta-feira (23), durante a Assembleia Geral da ONU , em Nova York, que o País realizará eleições e iniciou um processo de transformação política.
No discurso, ela citou a interferência dos Estados Unidos em solo venezuelano, embora sem se referir à prisão de Nicolás Maduro , agradeceu o homólogo Donald Trump pela retomada das relações diplomáticas após 16 anos e voltou a reivindicar a região de Essequibo, atualmente administrada pela Guiana .
O discurso marcou o retorno presencial de um chefe de Estado venezuelano ao evento após oito anos.
Em 2018, o ditador Nicolás Maduro foi o líder do País a discursar presencialmente no plenário.
Nos anos seguintes, Caracas foi representada por outros integrantes do governo, como o chanceler Yván Gil Pinto em 2025.
“Quero dizer muito claramente.
Na Venezuela haverá eleições”, declarou Rodríguez, afirmando que o governo já iniciou um diálogo com setores da oposição para construir um processo com participação das diferentes forças políticas, embora não tenha indicado uma data para a votação.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Sobre os Estados Unidos, ela citou negociações nas áreas de energia, segurança, combate ao crime transnacional e economia.
“Hoje trabalhamos seriamente para dirimir através do diálogo as diferenças existentes”, afirmou.
A presidente também mencionou a disputa por Essequibo e pediu que a Guiana retome as negociações previstas no Acordo de Genebra.
“Reafirmamos os históricos direitos da Venezuela sobre a Guiana Essequiba”, disse.
Rodríguez ainda lembrou dos dois terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho e classificou o desastre, junto à crise política e ao confronto com os Estados, como uma das duas grandes provas enfrentadas pelo País em 2026.
Ela afirmou que a reconstrução deve marcar uma nova etapa nacional.
Na economia, a presidente defendeu o fim das sanções e afirmou que as restrições prejudicam o desenvolvimento.
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