Agência do Japão cancela alerta falso de terremoto de magnitude 9,9
A agência meteorológica do Japão cancelou um alerta emergencial de terremoto emitido ontem por engano, após superestimar a magnitude de um tremor no norte do país.
Alerta foi disparado ao meio-dia de sexta-feira (horário local) e atingiu uma ampla faixa do norte ao centro do Japão. De acordo com o Mainichi Shimbun, a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês) informou que o sistema de computador errou ao calcular o foco do terremoto e inflou a estimativa para 9,9.
O aviso indicava risco de tremor no nível máximo da escala japonesa de intensidade sísmica. O órgão disse depois que o terremoto real foi de magnitude 6,9 perto da península de Kamchatka, na Rússia, a cerca de 160 km de profundidade, e que o maior abalo registrado no Japão foi de intensidade um, na cidade de Hakodate, em Hokkaido.
A JMA cancelou o alerta oito minutos após a emissão. Segundo a agência, muitas pessoas receberam a notificação no celular e também foram informadas por TV, rádio e sistemas de alto-falante de municípios.
O alerta provocou interrupções temporárias no transporte público em algumas regiões. Em Sapporo, em Hokkaido, 14 bondes ficaram parados por alguns minutos até a retomada do serviço, de acordo com a operadora.
O trem-bala Tokaido Shinkansen também teve a circulação suspensa por um período. A Japan Railway informou que interrompeu o serviço entre as estações Shin-Yokohama e Toyohashi quando o aviso foi acionado e que a operação foi retomada às 12h55.
A agência meteorológica afirmou que investiga o que levou ao alerta incorreto e pediu desculpas. Um funcionário disse que a notificação superestimou a força do tremor porque a magnitude foi calculada acima do real, e negou que o caso tenha relação com ataque cibernético.
O secretário-chefe de gabinete, Minoru Kihara, disse que o governo trata o episódio com seriedade. "Causamos muita preocupação e impusemos um fardo àqueles que buscaram abrigo ou tomaram medidas para garantir sua segurança, assim como a outros, como sistemas de transporte e empresas que foram afetados", afirmou, em entrevista coletiva.
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