Bloco de centro-esquerda da Suécia deve vencer eleição por uma cadeira, projeta autoridade eleitoral
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O bloco de oposição de centro-esquerda da Suécia deve conquistar uma maioria de apenas uma cadeira na votação deste domingo (13) para o Parlamento do país, segundo projeção da autoridade eleitoral.
O bloco, encabeçado pela líder do Partido Social-Democrata, Magdalena Andersson, deve conquistar 175 cadeiras no Parlamento, que tem 349 assentos, segundo projeção do órgão com base nos votos de 4.853 dos 6.312 distritos eleitorais da Suécia.
O bloco governista de direita, liderado pelo primeiro-ministro Ulf Kristersson, deve conquistar 174 cadeiras.
Se a vantagem da centro-esquerda for confirmada pelos resultados oficiais, isso interromperá a recente guinada da Suécia à direita e o afastamento de suas tradições liberais.
As eleições parlamentares tiveram caráter quase plebiscitário, porque determinarão se o partido Democratas Suecos , originado em movimentos neonazistas, participará no governo.
Antes da eleição, o premiê Kristersson havia aceitado admitir integrantes da legenda extremista em seu gabinete caso fosse reconduzido ao cargo.
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A composição, segundo o premiê, é necessária para manter a estabilidade de sua administração. Os Democratas Suecos têm apoiado o governo nas votações do Riksdag, o Parlamento do país, mas há quatro anos a sigla ostenta a maior bancada do bloco conservador —liderado pelos Moderados de Kristersson há décadas.
A guinada à direita do premiê no atual mandato foi notável. A imprensa sueca lembra que, há duas eleições, Kristersson havia prometido a um sobrevivente do Holocausto que nunca trabalharia com os Democratas Suecos. Agora, não só está trabalhando, como sua gestão absorveu boa parte do ideário anti- imigração do partido nacionalista.
"Acho que será uma longa noite", disse Maria Malmer Stenergard, ministra das Relações Exteriores e integrante do Partido Moderado de Kristersson. "Talvez só tenhamos os resultados na quarta-feira, quando chegarem os votos depositados no exterior."
Kristersson, que ficou atrás nas pesquisas de opinião durante seus quatro anos no cargo, vinha reduzindo a diferença nas últimas semanas de campanha, enquanto Andersson e os social-democratas perdiam terreno.
Críticos afirmam que as políticas de imigração do governo Kristersson, cujos incentivos e penalidades pressionam os migrantes a se adequarem mais às normas culturais suecas ou a deixarem o país, estão minando as liberdades civis.
Um bom desempenho eleitoral dos Democratas Suecos seria bem recebido pelos partidos de extrema direita em ascensão na Europa , fortalecidos pela vitória do partido extremista Alternativa para a Alemanha (AfD) em eleição na Saxônia-Anhalt, na semana passada, a maior vitória da extrema direita desde o nazismo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.