Governo registra 10 assassinatos após vitória de Lula e anuncia investigação de violência política pós-eleição
O governo federal registrou dez assassinatos e 45 ocorrências de violência política , com 47 vítimas, desde o sábado anterior ao segundo turno das eleições presidenciais.
A maioria dos casos se concentrou entre domingo (25) e segunda-feira (26), período de celebrações pela vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou os dados nesta quarta-feira (28) e anunciou um conjunto de medidas para investigar os crimes e prevenir novos episódios, com atenção especial a casos envolvendo agentes do Estado e povos indígenas.
O balanço da violência política Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram registradas 45 ocorrências de violência política, com 47 vítimas e dez mortes no período que se iniciou no sábado anterior ao segundo turno das eleições.
Entre os assassinatos, três envolveram indígenas.
Os estados com maior concentração de casos foram Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.
O pico da violência ocorreu justamente quando as ruas de diversas cidades brasileiras foram tomadas por celebrações após a confirmação da vitória de Lula.
O padrão temporal dos registros indica que parte significativa dos episódios está diretamente associada ao contexto eleitoral e ao acirramento político que marcou o pleito.
O MJSP informou que o levantamento considera os dados consolidados até esta quarta-feira e que os números serão atualizados nos próximos dias.
As medidas anunciadas pelo governo O MJSP anunciou um conjunto de providências para investigar os crimes e coibir novos episódios.
Entre as ações estão o acompanhamento das investigações pela Polícia Federal, a articulação da Procuradoria-Geral da República com os Ministérios Públicos estaduais e o monitoramento de casos com suspeita de envolvimento de agentes das forças de segurança.
O ministério também solicitou informações às corregedorias das polícias estaduais e do Distrito Federal sobre ocorrências que envolvam integrantes das corporações.
Segundo Ademar Borges, secretário-executivo do MJSP, os casos sob apuração abrangem diferentes categorias de crimes.
“Alguns deles são crimes eleitorais cometidos no dia das eleições ou no período que as antecedeu.
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