Dark Horse: sem dinheiro público e com o Havengate como o maior investidor, diz perícia
Suspeitas em torno da produção de Dark Horse, em homenagem à trajetória de Jair Bolsonaro , seguem tendo desdobramentos na justiça.
Na segunda, 24, o ministro Flávio Dino , do STF, autorizou a Polícia Federal a acessar o inquérito da Polícia Civil de São Paulo que apura possíveis irregularidades no financiamento.
O filme se tornou objeto de polêmica a partir do momento em que vieram a público conversas de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro para viabilizar as filmagens.
O ex-banqueiro destinou cerca de 61 milhões de reais ao projeto.
O tema é usado até hoje como arma política contra o presidenciável do PL.
A GoUp, produtora do filme, encomendou uma perícia sobre as contas de Dark Horse.
Assinado por Anísio Costa Castelo, o trabalho foi concluído em junho e faz parte agora do inquérito criminal.
Com base na análise do conjunto de notas fiscais fornecido a ele, o especialista descartou o uso de dinheiro público, via Lei Rouanet, ou via prefeitura de São Paulo, de forma indireta, pelo Instituo Conhecer Brasil.
Segundo a perícia, portanto, o filme foi integralmente bancado por investimentos privados.
Anísio Costa Castelo estima que o custo total do filme foi de 13,3 milhões de dólares, o equivalente a pouco mais de 75 milhões de reais.
Desse total, 9,6 milhões de dólares se referem a gastos realizados nos Estados Unidos.
De acordo com o perito, quase 4 milhões de dólares são de despesas realizadas no Brasil.
Segundo a análise, o fundo texano Havengate fez um aporte equivalente ao custo total do filme, ou seja, 13,3 milhões de dólares.
Foi o Havengate que recebeu os 61 milhões de reais de Vorcaro.
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