A verdadeira história do dinheiro do Dark Horse
Flávio Bolsonaro completou cem dias sem apresentar o relatório que havia prometido para explicar os gastos relacionados ao Dark Horse e, principalmente, o destino do dinheiro recebido de Daniel Vorcaro.
A promessa veio em meio às cobranças sobre os valores destinados ao filme.
O relatório deveria esclarecer onde os recursos foram aplicados.
Até agora, porém, nada foi apresentado.
Na entrevista coletiva concedida ontem, Flávio tratou o assunto como página virada.
Segundo ele, o que importa agora é o caso envolvendo Lulinha.
O problema é que existe uma diferença importante entre os dois casos.
O sigilo bancário de Lulinha foi quebrado e, segundo as informações apresentadas no debate público sobre o caso, não apareceu qualquer valor recebido de Vorcaro.
Já no caso de Flávio Bolsonaro, o sigilo ainda não foi quebrado e já existem informações sobre recursos de Vorcaro relacionados ao filme.
É justamente aí que está a pergunta que deveria ter sido feita com mais insistência na coletiva: *de onde veio o dinheiro e para onde ele foi?* O contrato não é apenas uma questão privada Flávio Bolsonaro tentou tratar o contrato com Vorcaro como uma relação privada.
Mas, quando há suspeitas envolvendo recursos cuja origem e circulação podem estar relacionadas a operações de interesse público, a história deixa de ser apenas uma questão entre particulares.
O próprio Flávio se envolveu diretamente na cobrança dos valores.
Segundo relatos, foram oito ligações para Vorcaro e até uma visita à casa do empresário, quando ele estava usando tornozeleira eletrônica.
Isso torna ainda mais relevante esclarecer a natureza dos pagamentos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.