Navi Pillay vence Nobel e brinca: "Sou capaz de o partilhar com Trump"
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O Prémio Nobel da Paz de 2026 foi atribuído, esta manhã, a Navanethem Pillay, jurista e ex-Presidente do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, pela sua "coragem excecional".
O momento em que a jurista reage à notícia ficou registado em vídeo e partilhado nas redes sociais.
"Muito, muito obrigada. Se baterem mais palmas, sou capaz de partilhar o prémio com o Trump", atira, arrancando risos aos presentes.
Navi prossegue questionando se "é mesmo verdade" e se não "é uma piada". Por fim, acrescenta que não gostaria de receber um prémio desta dimensão "se o público não concordasse" que é merecedora do mesmo, motivo pelo qual volta mais uma vez a agradecer o reconhecimento de todos.
Navi Pillay foi alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014 e, mais recentemente, liderou uma comissão da ONU que investigou violações de direitos humanos em Israel e nos territórios palestinianos.
A sul-africana Pillay, de 85 anos, foi reconhecida pelos seus esforços na promoção da paz e do direito internacional, indicou o presidente do Comité Norueguês do Nobel, Jorgen Watne Frydnes.
"Um sistema jurídico internacional em que os criminosos de guerra sejam responsabilizados e as vítimas de abusos vejam a justiça ser feita é uma condição essencial para um mundo pacífico", acrescentou.
Há um cerca de um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizia ser merecedor do prémio Nobel da Paz, tendo até elencado as guerras em que conseguiu por termo.
Trump não ganhou... e agora, esta semana, a um dia de se saber o escolhido, reiterou que o prémio lhe deveria ser atribuído.
"Não sei qual será a decisão deles [Comité Norueguês do Nobel]", afirmou, na quarta-feira, Donald Trump. E acrescentou: "Eles têm reputação de talvez não o concederem a pessoas como eu".
Desde que regressou à Casa Branca, Donald Trump tem dito repetidamente que merece receber o Nobel da Paz, alegando ter terminado com várias guerras.
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