Governo contesta transferência de Imran Khan da prisão para hospital
N um vídeo transmitido nas redes sociais pela emissora pública Rádio Paquistão, o ministro da Justiça, Azam Nazeer Tarar, afirmou que a decisão proferida na terça-feira pelo Supremo Tribunal "não se enquadra estritamente no âmbito da lei", e adiantou que o Governo de Islamabad pediu que os exames médicos a Imran Khan, detido desde 2023 sob acusações de corrupção, se realizem num hospital público, e não num privado, como ordenou o tribunal.
"Enquanto não houver elementos ou documentos que comprovem que os hospitais públicos não têm capacidade para prestar este tipo de tratamento ou não o podem fazer, tais disposições não são normalmente tomadas", sustentou o ministro.
Na terça-feira, o Supremo Tribunal do Paquistão ordenou que o ex-primeiro-ministro, de 73 anos, fosse transferido da prisão para o hospital para realizar exames médicos, após a família e advogados terem invocado uma deterioração do estado de saúde, com o juiz Shahid Waheed a determinar que Imran Khan fosse transferido no prazo de 48 horas para o Hospital Shifa International, em Islamabad.
O tribunal superior, composto por três juízes, decidiu ainda que o antigo chefe de governo deve ter permissão para se encontrar com a família uma vez por semana e para falar ao telefone com os filhos duas vezes por semana.
O médico pessoal de Khan, Faisal Sultan, bem como a irmã Uzma Khan, também médica, "serão autorizados a continuar a participar no exame médico e no tratamento do recluso", determinou o tribunal, que agendou uma nova audiência sobre este processo para 16 de setembro.
Antiga estrela internacional de críquete, Imran Khan foi primeiro-ministro de 2018 a 2022, antes de ser destituído por um voto de desconfiança durante uma crise política relacionada com as tensões entre o governo e a poderosa hierarquia militar paquistanesa.
Imran Khan foi condenado, no final do ano passado, juntamente com a mulher, a uma pena 17 anos de prisão por crimes de corrupção, que ambos contestam, com o antigo primeiro-ministro e o partido, o Movimento pela Justiça do Paquistão, a argumentarem que os processos instaurados têm motivações políticas.
A detenção do ex-líder, que goza de grande popularidade, desencadeou grandes manifestações no país em maio de 2023, algumas das quais deram origem a atos de violência e levaram a centenas de detenções.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.