Famílias gastam 82% do salário na renda e 76% na compra de casa
A s famílias gastam 82% do salário para pagar a renda e 76% para assumir os custos relacionados com a compra de casa, de acordo com dados divulgados pela plataforma de imobiliário idealista.
"O esforço financeiro exigido para arrendar uma casa em Portugal manteve-se elevado, situando-se em 82% no segundo trimestre de 2026. Já na compra de habitação, a taxa de esforço nacional fixou-se nos 76% ", pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.
De acordo com a plataforma, "arrendar ou comprar casa consome grande parte do rendimento familiar, refletindo as dificuldades que muitas famílias enfrentam para aceder a habitação adequada".
"Apenas algumas cidades apresentam condições menos pressionadas, mostrando que o mercado imobiliário nacional permanece desafiante", pode ler-se na nota divulgada.
De acordo com o idealista, "das 20 cidades analisadas, as famílias continuam a enfrentar maiores dificuldades para arrendar casa em Faro , onde a taxa de esforço atinge 101% do rendimento familiar".
"Segue-se o Funchal (99%) e Lisboa (80%). Com níveis também elevados surgem ainda o Porto (69%), Setúbal (66%), Ponta Delgada (57%), Aveiro (54%), Évora (51%), Braga (51%), Santarém (51%), Viana do Castelo (49%), Leiria (48%), Coimbra (44%) e Viseu (43%)", revela a plataforma.
Por outro lado, "as rendas pesam menos no rendimento das famílias em Vila Real (40%), Bragança (34%), Beja (33%), Castelo Branco (31%) e Guarda (31%)".
"A cidade com taxa de esforço mais próxima do limite recomendado de 33% é Portalegre (30%), mantendo-se como o mercado relativamente mais acessível para arrendar casa", conclui o idealista.
Já comprar casa em Portugal "continua a exigir uma percentagem muito elevada do rendimento das famílias em várias capitais de distrito", sendo que, "das 20 cidades analisadas, o Funchal é onde a compra de habitação representa o maior esforço financeiro, com uma taxa de esforço de 115%, seguida de Lisboa (99%) e de Faro (84%)".
"Com níveis também elevados surgem o Porto (82%), Aveiro (72%), Setúbal (58%), Braga (58%), Ponta Delgada (58%), Viana do Castelo (56%), Leiria (54%), Coimbra (49%), Viseu (48%), Évora (48%) e Santarém (44%), evidenciando que, na maioria destas cidades, a compra de casa continua acima dos níveis considerados sustentáveis", pode ler-se.
Contudo, "por outro lado, apenas algumas capitais de distrito apresentam taxas de esforço iguais ou inferiores ao limite recomendado de 33%": "É o caso da Guarda (20%), Portalegre (23%), Castelo Branco (23%), Bragança (27%), Beja (30%) e Vila Real (31%), que se mantêm como os mercados relativamente mais acessíveis para adquirir habitação".
O idealista explica no mesmo comunicado que a " taxa de esforço é um indicador que mede o impacto do custo da habitação no poder de compra do agregado familiar ".
"No caso do arrendamento, calcula-se a taxa de esforço como a percentagem anual do rendimento líquido médio do agregado familiar destinada ao pagamento do arrendamento de uma casa. Os valores de arrendamento são obtidos diretamente da fonte de dados do idealista, que disponibiliza preços para cada cidade.
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