Quatro jovens britânicos admitem incêndio de ambulâncias judaicas
A cusados de "danos criminais", os britânicos Hamza Iqbal, de 20 anos, Rehan Khan, de 19 anos, Judex Atshatshi, de 18 anos, e o britânico-paquistanês Saif Ali, de 18 anos, admitiram a culpa, o que evita a realização de um julgamento.
Os três primeiros prestaram depoimento por videoconferência, enquanto o último esteve presente no Tribunal Criminal Central de Londres. Todos permanecem detidos.
Quatro ambulâncias da organização judaica Hatzola foram incendiadas durante a noite de 23 de março enquanto estavam estacionadas num parque de estacionamento junto a uma sinagoga no bairro de Golders Green, no noroeste de Londres, onde vive uma numerosa comunidade judaica.
Três dos jovens incendiaram as ambulâncias, enquanto o quarto esperava-os num carro.
Um quinto homem, Subhan Ahmed, de 18 anos, acusado de cumplicidade, declarou-se inocente e será julgado no tribunal em janeiro.
Os seus advogados negaram que os seus clientes tivessem qualquer ligação "terrorista" com um grupo proibido.
Numa audiência anterior, a procuradora Emma Harraway tinha declarado ao tribunal que existiam provas sólidas que indicavam que se tratou de "um ataque premeditado e direcionado contra a comunidade judaica".
Este incêndio, que não causou feridos, foi seguido por uma série de outros ataques contra locais ligados à comunidade judaica em Londres.
Um grupo pouco conhecido, o Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya (Hayi), reivindicou a autoria desses ataques.
O incêndio das ambulâncias ocorreu seis meses após o ataque a uma sinagoga em Manchester, que causou duas mortes, aumentando a preocupação da comunidade judaica com o aumento do antissemitismo.
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