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Coimbra. Catarina Martins quer UE a ajudar a manter repúblicas estudantis

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Coimbra. Catarina Martins quer UE a ajudar a manter repúblicas estudantis

"N este momento, é possível pedir à União Europeia apoio financeiro para soluções que permitam manter as repúblicas em boas condições de segurança, em boas condições de habitabilidade e com aquilo que faz delas especiais, que é serem projetos de autogestão dos estudantes, que são também projetos culturais que não podem pura e simplesmente desaparecer", afirmou Catarina Martins.

A eurodeputada falava hoje aos jornalistas no final de uma visita à república Marias do Loureiro que, juntamente com a república do Baco, é ameaçada de despejo pela Universidade de Coimbra (UC), proprietária do imóvel, situado na Alta da cidade, no Largo de São Salvador.

"Se a Universidade de Coimbra despejar as repúblicas sem um projeto com tempos claros e curtos e sem um projeto de continuidade, o que está a dizer é que acabam as repúblicas em Coimbra, porque se não houver ninguém a morar nestes edifícios durante anos, […] daqui a uns anos até pode haver paredes, mas não há repúblicas de certeza", frisou.

Para Catarina Martins, a forma como a UC tem lidado com a situação – em que alega riscos estruturais no edifício que acolhe as duas repúblicas – "é muito perigoso", considerando que aquela instituição de ensino superior não está a ser apenas "um péssimo senhorio, como está a ter uma atuação que visa matar o património cultural e imaterial que são as repúblicas".

"Eu acho que isto precisa de uma ação forte a nível nacional, a nível internacional", disse, referindo que a nível europeu tudo fará "para que assim seja".

Questionada sobre a possibilidade de estar em causa a classificação de Coimbra como Património Mundial, a eurodeputada referiu que não quer que "nada seja posto em causa", defendendo que é necessário encontrar "soluções para que esses cenários nunca se coloquem".

Nesse sentido, prometeu lutar por soluções para "que seja possível haver as obras necessárias e manter aquilo que é o projeto extraordinário das repúblicas e o que elas representam".

A eurodeputada mostrou-se "muito chocada" pela forma como a UC se tem comportado "como senhorio", quer pelas obras que não fez ao longo dos anos na manutenção do edifício, quer na ameaça de despejo das duas repúblicas, num processo que considera não ter havido transparência, ao não serem conhecidos os relatórios que sustentam a necessidade de desocupação do edifício.

Aquelas duas repúblicas de estudantes denunciaram no final de julho a intenção da UC as despejar, acusando a instituição de avançar com uma denúncia de contrato sem dar qualquer solução que permita manter vivas aquelas casas de estudantes, autogeridas e comunitárias e parte integrante da tradição académica coimbrã.

Na altura, a UC confirmou à agência Lusa que avançou com a denúncia do contrato de arrendamento das duas repúblicas, afirmando que estava em causa o risco de segurança do edifício, após duas vistorias realizadas no imóvel.

Nessa altura, a instituição de ensino superior confirmou também que a reabilitação do prédio dependia da obtenção de financiamento, admitindo que não tinha qualquer calendário para a realização das obras consideradas necessárias.

No passado, o Bloco de Esquerda apresentou um projeto de resolução para revogar a aut

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