Presidente do Nepal pede mobilização total após catástrofe
"N este momento de crise, apelo ao Governo, aos partidos políticos, às organizações sociais, a todas as agências, incluindo as forças de segurança, e aos cidadãos em geral para que intensifiquem os trabalhos de salvamento e socorro", escreveu nas redes sociais, citado pela agência espanhola EFE.
Torrentes de água lamacenta atingiram hoje de manhã (hora local) o distrito montanhoso de Rasuwa, na fronteira com a China, causando pelo menos 98 mortos e mais de 600 desaparecidos, num balanço provisório divulgado pelo Governo do Nepal.
Do lado da China, as autoridades anunciaram pelo menos três mortos e 265 desaparecidos.
O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, também apelou à nação dos Himalaias para que "permaneça unida" perante a catástrofe.
"A dor e as perdas que sofreram não são pequenas. Mas quero assegurar-vos de que não estão sozinhos neste momento difícil: o Estado está ao vosso lado com todos os meios e recursos", afirmou Shah num comunicado divulgado nas redes sociais.
"Peço-vos que tenham paciência. O Governo assume totalmente as operações de socorro, os cuidados médicos, bem como o vosso alojamento e alimentação. Perante uma tal catástrofe, temos de permanecer todos unidos", acrescentou, citado pela agência francesa AFP.
"O povo indiano está ao lado dos seus irmãos e irmãs nepaleses neste momento difícil", declarou Modi num comunicado.
Modi acrescentou que o país está "pronto para fornecer toda a assistência humanitária possível ao Nepal" e que indianos e nepaleses estão a coordenar de perto as operações de busca e salvamento.
As autoridades do Nepal informaram que mais de 400 pessoas, incluindo 341 estrangeiros, foram dadas como desaparecidas.
O porta-voz do conselho de turismo nepalês, Sunil Sharma, disse que 133 dos desaparecidos são oriundos da Índia e realizavam uma peregrinação ao monte Kailash, no Tibete, um local sagrado para os hindus.
Entre os desaparecidos encontram-se também 47 cidadãos dos Estados Unidos, 34 da Austrália, 33 do Reino Unido e 24 do Canadá, disse a mesma fonte, citada pela agência norte-americana AP.
Uma cidadã portuguesa figura também entre os desaparecidos, disse à Lusa uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A portuguesa "encontrava-se num grupo, no posto fronteiriço do lado do Nepal", acrescentou a fonte oficial.
Sharma disse que pelo menos 62 nepaleses desaparecidos figuram entre centenas de residentes locais que faziam caminhadas na zona do lago Gosaikunda, no distrito de Rasuwa, coincidindo com o festival local de Janai Purnima na sexta-feira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.