IGAS aponta falhas no planeamento da urgência obstétrica em Almada
O relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) sobre a organização do trabalho no serviço de urgência de Ginecologia/Obstetrícia naquele período, a que a Lusa teve acesso, aponta "fragilidades estruturais e operacionais no funcionamento do serviço", com um número elevado de admissões urgentes (64%).
No relatório, a IGAS questiona também a opção de algumas utentes em procurar o serviço de urgência naquele período, lembrando que mais de 50% foram encaminhadas para os cuidados de saúde primários após o episódio de urgência e uma média de 36% foram triadas na urgência como não urgentes.
A informação recolhida "levanta a questão de saber se não deveriam ter recorrido inicialmente aos cuidados de saúde primários, tendo em conta a limitada capacidade de resposta o serviço de urgência".
As urgências de Ginecologia/Obstetricia na margem sul do Tejo foram modificadas este ano, com a entrada em funcionamento, a 15 de abril, da urgência regional da Península de Setúbal. O objetivo era minimizar os constrangimentos, garantindo previsibilidade e segurança às utentes.
Neste novo modelo, a urgência centralizada passou a funcionar em dois polos: um no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e outro no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.
O hospital-sede desta urgência regional de ginecologia e obstetrícia é o Garcia de Orta, cabendo ao Hospital de São Bernardo assegurar o serviço de urgência para a população da sua área de influência --- Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Sesimbra e Sines.
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