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Economia

O que faz Anselm Kiefer com o peso da história?

Jornal Económico ·
O que faz Anselm Kiefer com o peso da história?

Anselm Kiefer faz da memória, da história e da matéria os eixos centrais da sua linguagem.

Onze obras do pintor alemão distribuem-se por seis galerias do Centro de Arte Hortensia Herrero , em Valencia, Espanha.

Nelas é plasmado o peso da história, que Kiefer não deixa esquecer, mas que também transforma em leveza estética.

Obras feitas de sincretismos.

Tal como o espaço que acolhe a exposição, até 25 de outubro, o Palácio Valeriola é uma síntese da história da cidade, abarcando os períodos romano, visigótico, islâmico e cristão.

Kiefer trabalha com superfícies densas, marcadas por camadas, fendas, texturas e materiais que evocam a passagem do tempo e a fragilidade da memória.

Palha, chumbo, cinzas, terra, madeira ou elementos vegetais são parte integrante de seu vocabulário, transformando as obras em territórios físicos que parecem feridos pela história que representam.

“Penso em imagens.

Os poemas ajudam-me a esse pensamento.

São como boias no mar.

Nado de uma para outra.

No meio, sem elas, sinto-me perdido”, explica o artista, que vai beber a obras inspiradas em mitos clássicos e textos de poetas como Charles Baudelaire, Walther von der Vogelweide e Rainer Maria Rilke.

A música também ocupa um lugar de destaque na sua imagética, com destaque para Der Tod und das Mädchen (A Morte e a Donzela) de Franz Schubert.

Anselm Kiefer nasceu a 8 de março de 1945, menos de dois meses antes do suicídio de Adolf Hitler.

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