Abstenção Orçamento
O orçamento está entregue e com viabilização garantida.
Não importa o conteúdo pois o mais importante é a prudência perante o mundo que não se entende e a miragem da estabilidade na ausência de eleições.
No fundo, o orçamento é o documento da paz podre, da demissão, do medo.
Pensar o futuro é o ofício do tarot.
Pensar a política é iludir o futuro.
Vamos governar como se o presente fosse para sempre.
Que importa o futuro se no longo prazo estamos todos mortos? O PS agradece a licença para viver e o Chega agradece a licença para matar.
O governo agradece a licença para se elogiar.
A política portuguesa está transformada num filme de série B com muito drama diluído num aquário muito pequeno.
O primeiro-ministro numa visita ao país profundo exerce o seu talento de estadista com vocação internacional.
Numa reflexão prodigiosa, o chefe do executivo condena a conjuntura internacional difícil que leva à “insensatez” da subida do preço do petróleo e que penaliza a economia e o nível de vida dos portugueses.
Mais ainda, o primeiro-ministro recomenda às grandes potências que a questão tem de ficar resolvida nas próximas semanas ou é o futuro do mundo civilizado que ficará à beira do colapso.
Mas Montenegro sublinha também que resolver a questão dos combustíveis não será suficiente, uma vez que “há outros factores de instabilidade” tais como as “guerras políticas, geopolíticas e comerciais”.
Não existe nenhum factor de instabilidade na acção de um Governo que apenas se pretende manter no poder em nome das tão famigeradas reformas? As declarações são fantásticas do ponto de vista político pois o chefe do executivo apresenta-se como vítima de uma situação internacional que não controla nem imagina quando será controlada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.