quarta-feira, 26 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
2h MAI atualiza património na Entidade para a Transparência 01h Ministra da cultura diz que "é preciso mais feministas" 2h. Luís Neves assume incorreção e declara carros da mulher Depois da polémica em Portugal, "artista musical mais influente do nosso tempo" vê concertos cancelados na Rússia Polícia de imigração dos EUA atinge recorde de 50.000 detenções em julho EUA oferecem sete milhões de euros por informações sobre líder do Estado Islâmico no Afeganistão EUA retomam construção de muro fronteiriço de 100 quilómetros entre Arizona e México Mais de 1.400 pessoas mortas no Haiti entre abril e junho Portugal pode ajudar a trazer a ONU de 1945 para 2026 00h Atropelamento em Albufeira: Ministério Público abre inquérito 2h MAI atualiza património na Entidade para a Transparência 01h Ministra da cultura diz que "é preciso mais feministas" 2h. Luís Neves assume incorreção e declara carros da mulher Depois da polémica em Portugal, "artista musical mais influente do nosso tempo" vê concertos cancelados na Rússia Polícia de imigração dos EUA atinge recorde de 50.000 detenções em julho EUA oferecem sete milhões de euros por informações sobre líder do Estado Islâmico no Afeganistão EUA retomam construção de muro fronteiriço de 100 quilómetros entre Arizona e México Mais de 1.400 pessoas mortas no Haiti entre abril e junho Portugal pode ajudar a trazer a ONU de 1945 para 2026 00h Atropelamento em Albufeira: Ministério Público abre inquérito
Últimas

Portugal pode ajudar a trazer a ONU de 1945 para 2026

Diário de Notícias ·

A 6 de setembro, quando a representação portuguesa subir à tribuna da 81.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, terá nas mãos uma oportunidade rara de dizer, em voz alta e antes de outros o dizerem por nós, que a Carta de 1945 já não serve o mundo que temos.

Essa oportunidade nasce esta quarta-feira, 26 de agosto, em Genebra, onde decorre a 44.ª Assembleia Plenária da WFUNA e o World Congress 2026 , reunidos sob o lema "Recuperar o Multilateralismo".

É um encontro que à primeira vista parece dirigido aos rituais próprios do multilateralismo, com eleições internas, relatórios de comissões e a celebração dos oitenta anos da organização.

Mas, dentro desse programa cerimonial, chegou a Genebra uma proposta que interessa diretamente à diplomacia portuguesa.

O Grupo dos Futuros da Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI), através da Coligação do Artigo 109.º, leva à Suíça a sexta versão de um articulado que propõe oito artigos para uma Carta das Nações Unidas atualizada à era digital.

O diagnóstico que lhe está na base é simples e incómodo.

Uma fatia crescente do poder que decide sobre a vida das pessoas já não reside em governos, reside em sistemas autónomos que ninguém elegeu e que quase ninguém consegue explicar.

Vale a pena conhecer o essencial destes oito artigos, porque é neles que reside a diferença entre uma declaração de boas intenções e um instrumento constitucional vinculativo à escala global.

A soberania digital dos Estados passa a ser inalienável, o que significa que nenhuma cláusula contratual com um fornecedor tecnológico pode impedir um país de auditar, migrar ou substituir os sistemas autónomos que governam os seus cidadãos.

A responsabilidade por decisões tomadas com o apoio de Inteligência Artificial permanece sempre humana e a ausência de mecanismos de supervisão passa a gerar presunção de culpa para quem os dispensou.

A manipulação algorítmica da opinião pública é qualificada como forma de ingerência, ao mesmo nível de outras interferências já reconhecidas pelo Direito Internacional.

A automação que substitua trabalho humano passa a contribuir para a Segurança Social nos mesmos termos em que contribuiria o trabalho que substituiu, fechando uma brecha que hoje deixa os sistemas de proteção social a esvaziar-se à medida que os postos de trabalho desaparecem.

Nomeia-se ainda, pela primeira vez num instrumento deste tipo, a colonialidade algorítmica, a condição de países que são, na prática, governados por sistemas desenhados noutro lugar, segundo valores que nunca negociaram.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›