quarta-feira, 14 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 01h Luís Neves em silêncio sobre polémica com Ricardo Carrilho› Supermercados alvo de ciberataque em França. Alguns frigoríficos chegaram aos 50 graus› Noite de terror em Kharkiv. Ataques russos voltam a atingir zonas residenciais na Ucrânia› Grupo de canais TVI foi o mais premiado na categoria de Televisão nos Prémios Criatividade Meios & Publicidade› Associação contesta decisão da ERC sobre anúncio anti-aborto: "Representa uma restrição intoleravel à liberdade de expressão"› Zelensky diz não ter recebido "qualquer aviso" dos EUA sobre ataque com cinco mísseis balísticos russos› Barragens, televisões e até robôs de cozinha. Até onde podem ir os ciberataques?› Ceuta pede apoio ao rei Felipe VI: "É uma panela de pressão que pode explodir a qualquer momento"› "Estamos mais preparados do que nunca": Irão já admite invadir países vizinhos› A história do "bebé esquecido" que prova que as gémeas luso-brasileiras receberam mesmo tratamento preferencial› 01h Luís Neves em silêncio sobre polémica com Ricardo Carrilho› Supermercados alvo de ciberataque em França. Alguns frigoríficos chegaram aos 50 graus› Noite de terror em Kharkiv. Ataques russos voltam a atingir zonas residenciais na Ucrânia› Grupo de canais TVI foi o mais premiado na categoria de Televisão nos Prémios Criatividade Meios & Publicidade› Associação contesta decisão da ERC sobre anúncio anti-aborto: "Representa uma restrição intoleravel à liberdade de expressão"› Zelensky diz não ter recebido "qualquer aviso" dos EUA sobre ataque com cinco mísseis balísticos russos› Barragens, televisões e até robôs de cozinha. Até onde podem ir os ciberataques?› Ceuta pede apoio ao rei Felipe VI: "É uma panela de pressão que pode explodir a qualquer momento"› "Estamos mais preparados do que nunca": Irão já admite invadir países vizinhos› A história do "bebé esquecido" que prova que as gémeas luso-brasileiras receberam mesmo tratamento preferencial
Últimas

Quando os turcos olham para Ocidente

Diário de Notícias ·
Quando os turcos olham para Ocidente

"Istambul/Constantinopla/Bizâncio foram todas cidades criadas, em parte, pela sua posição crítica abrangendo dois continentes.

Istambul é uma cidade que olha tanto para o Leste como para o Oeste, tanto para o Norte como para o Sul”, disse-me, um dia, em entrevista, Bettany Hughes, autora de Istambul: A História de Três Cidades .

Ora, aquilo que a historiadora britânica diz sobre Istambul também pode ser dito sobre a Turquia, basta ver como a sua política externa tem de lidar em simultâneo com os desafios vindos do Cáucaso, da Europa, do Mar Negro e do Médio Oriente.

Contudo, é inegável que o país tem uma vocação Ocidental que vem, certamente, do tempo de Mustafa Kemal Atatürk, mas até de mais atrás ainda, da época otomana.

E não me refiro sequer ao facto de boa parte da Europa (incluindo cidades como Budapeste, Belgrado e Atenas) ter chegado a ser governada pelo sultão a partir de Istambul, capital imperial que Atatürk optou por preterir em favor de Ancara no momento de escolher o centro político para a República, fundada em 1923.

Esta vocação Ocidental de que falo, e que torna a Turquia especial no mundo islâmico, é também cultural.

Atatürk foi decisivo quando trocou o alfabeto árabe pelo latino e, assim, marcou um antes e um depois.

Vejamos como o Irão, outra grande nação de maioria muçulmana, com uma civilização de 2500 anos, e uma língua que deu contributos extraordinários para a criação cultural do Islão, se mantém ligado ao alfabeto árabe.

No domingo, no âmbito da celebração dos 100 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre as duas repúblicas, a embaixada turca em Lisboa promoveu um concerto no Teatro São Luiz.

Foi um final de tarde marcado pela música clássica, com interpretações do violinista Cihat Askin e do pianista Çagdas Özkan, da soprano Burcu Hancí e do barítono Teyfik Rodos, com a participação também do guitarrista português Ricardo J.

Martins.

"No domingo, no âmbito da celebração dos 100 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre as duas repúblicas, a embaixada turca em Lisboa promoveu um concerto no Teatro São Luiz." O grande islamólogo britânico Bernard Lewis notou nas suas obras que o Islão foi célere a ir buscar tecnologia ocidental, primeiro militar e depois civil, e também modelos organizacionais, mas mostrou-se menos cativado pela música ocidental, ao contrário do que aconteceu noutras civilizações, como a chinesa, a coreana ou a japonesa, que se entusiasmaram, por exemplo, com a ópera e outras expressões da música clássica.

Lewis notava, porém, que com os turcos foi um pouco diferente de com outros povos de cultura islâmica, em especial depois das reformas de Atatürk.

A aposta no laicismo terá ajudado.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›