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Arrancar a vinha, destilar e valorizar. Como o Douro procura “podar” a crise

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Arrancar a vinha, destilar e valorizar. Como o Douro procura “podar” a crise

Arrancar vinha para travar o excesso de produção e transformar as uvas, que o mercado não consegue absorver, em aguardente regional são duas das soluções que estão em cima da mesa para tentar “podar” uma crise do Douro que se arrasta há anos.

Mas estão longe de reunir consenso entre os vários atores do setor vínico auscultados pelo ECO/Local Online.

Numa coisa, porém, convergem: não há uma única tesoura capaz de cortar o problema pela raiz, de modo a garantir rendimento a quem cultiva a terra, e devolver valor económico a uma fileira que tenta sobreviver num mercado em retração.

A solução para o setor vitivinícola duriense não se esgota, assim, numa única medida, nem sequer num apoio extraordinário para escoar o vinho que sobra, como aconteceu com as ajudas do Estado à destilação, que podem não resolver o problema de fundo.

O Governo tem algumas medidas na manga, como o arranque de 5.000 hectares de vinha, num universo de cerca de 43 mil hectares plantados na região vinhateira.

Rui Paredes, presidente da Casa do Douro Lusa O programa voluntário de ajustamento do potencial produtivo é uma das medidas mais controversas no setor e está previsto no Plano Executivo para a Gestão Sustentável e Valorização do Setor Vitivinícola da Região Demarcada do Douro para 2026-2032 .

O documento prevê um pacote de incentivos e alternativas de reconversão ou renaturalização, além da “limitação da expansão líquida da área vitícola e reforço do controlo sobre novas plantações , transferências e replantações”.

O plano estabelece, a seis anos, a redução de excedentes em 20% e a valorização da produção com o aumento de 10 a 15% no preço médio da uva , segundo já explicou o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes.

O pacote de medidas foi coordenado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), com a participação, entre outras entidades, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Norte.

O ECO/Local Online tentou obter declarações do presidente do IVDP, mas Gilberto Igrejas manifestou-se indisponível.

Se o arranque da vinha avançar, poderá traduzir-se na perda de rendimento para muitos dos 18 mil viticultores — grande parte deles trabalha pequenas parcelas –, além de se correr o risco de “expulsar” do território quem vive da viticultura.

O alerta é deixado por Rui Paredes e Manuel Cordeiro, presidentes da Casa do Douro e da Câmara de São João da Pesqueira, respetivamente.

Não tenho nenhuma reserva mental em relação ao tema arranque de vinha.

Rui Paredes Presidente da Casa do Douro A fatura a pagar, apontam, pode estender-se à paisagem de socalcos de vinhas como hoje a conhecemos, classificada como Património Mundial pela Unesco, quando der lugar a outros cultivos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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