Patrões querem reduzir carga fiscal para empresas e centrais sindicais pedem alívio no IRS
Os ‘patrões’ instam o Governo a incluir na proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) medidas que reduzam a carga fiscal para as empresas e promovam a habitação para trabalhadores , enquanto as centrais sindicais defendem um alívio no IRS .
O Governo e os parceiros sociais vão reunir-se na quarta-feira em Concertação Social, num encontro que contará com a presença do ministro de Estado e das Finanças , Joaquim Miranda Sarmento, para apresentação de informação sobre a proposta de OE2027, estando ainda prevista a discussão sobre a transposição da Diretiva da Transparência Salarial.
Em resposta escrita à Lusa, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) adianta que a confederação está preparar “um pacote de medidas com impacto fiscal, laboral e económico”, que espera serem tidas em conta no próximo OE.
IRS por pagar? Termina hoje prazo para pedir prestações Ler Mais “Em geral, pretendemos que o OE materialize uma verdadeira redução da carga fiscal imposta sobre o tecido empresarial nacional, maioritariamente composto por micro, pequenas e médias empresas , servindo de balão de oxigénio para suportar os crescentes custos operacionais”, acrescenta Gustavo Paulo Duarte, demonstrando-se confiante de que “há medidas que serão consensuais com impacto positivo para a Economia nacional”.
Também o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) quer ver vertidas medidas de âmbito fiscal que “promovam a disponibilização de habitação aos trabalhadores por parte das entidades empregadoras”, bem como que “contribuam para um combate mais eficaz aos incêndios e protejam e apoiem o setor florestal”.
Álvaro Mendonça e Moura exige ainda medidas com impacto fiscal que potenciem a renovação geracional do setor agrícola, alertando que “a continuidade dos jovens na atividade constitui um enorme desafio para a manutenção da tarefa de produção de alimentos”.
Também a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) pede uma redução da carga fiscal para as empresas, mas também para as famílias, defendendo uma redução gradual da taxa de IRC e insistindo “na eliminação progressiva das derramas , bem como no reforço dos estímulos fiscais em IRC especificamente dirigidos ao investimento, ao aumento de escala e à recapitalização das empresas”.
Lembrando que estas medidas “estão em linha com o Programa do Governo”, em resposta escrita à Lusa, a confederação liderada por Armindo Monteiro insta ainda o Governo a reduzir as tributações autónomas, “com vista à sua total eliminação”, assim como a isentar de TSU e IRS as “contribuições voluntárias do empregador e do trabalhador para instrumentos complementares de reforma , através de planos de reforma”.
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