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Wall Street fecha em queda com Nasdaq a liderar perdas. Défice dos EUA dispara 12% e petróleo agrava pressão

Jornal Económico ·
Wall Street fecha em queda com Nasdaq a liderar perdas. Défice dos EUA dispara 12% e petróleo agrava pressão

Wall Street encerrou a sessão em terreno negativo, com o setor tecnológico a liderar o sell-off num dia marcado pela subida das yields obrigacionistas, pelo agravamento das tensões no Médio Oriente e Ucrânia e por notícias de última hora vindas de Washington: o défice orçamental norte-americano disparou 12% e atingiu os dois biliões de dólares, equivalentes a 6,25% do PIB.

O Nasdaq foi o grande derrotado do dia, ao cair 2,15%, para 26.140,03 pontos, perdendo 573 pontos.

O S&P 500 recuou 1,09%, para 7.659,44, enquanto o Dow Jones cedeu 0,34%, para 52.002,41 pontos.

Défice dos EUA dispara para dois biliões de dólares O Tesouro norte-americano divulgou que o défice orçamental do ano fiscal disparou 12%, atingindo os dois biliões de dólares — 6,25% do PIB da maior economia mundial.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, atribuiu em grande parte o agravamento aos reembolsos das tarifas impostas por Trump que foram declaradas ilegais pela justiça, um custo que se soma aos juros crescentes da dívida pública.

A notícia chega a menos de um mês das eleições de meio de mandato e reacende o debate sobre a sustentabilidade das contas públicas americanas.

Depois do alívio registado na véspera, a yield dos Treasuries a 10 anos voltou a subir, situando-se nos 5,09%.

Também a curva longa pressiona: o título a 30 anos rende 5,43%.

A subida dos juros volta a penalizar os setores de elevadas perspetivas de crescimento, como o tecnológico, cujos fluxos futuros descontados (discount cash-flows) perdem valor quando os yields sobem.

O movimento no mercado obrigacionista reflete a crescente preocupação com a inflação, alimentada pelo crude.

O Brent subiu 3,47%, para 109,60 dólares o barril, e o WTI avançou 4,01%, para 101,90 dólares, prolongando uma escalada que já leva o crude a valorizações próximas de 78% num ano.

Isto numa sessão marcada por ataques na Arábia Saudita, na Rússia e na Ucrânia e por um projeto de lei nos EUA que pretende bloquear o acordo sobre o gasóleo russo.

O catalisador imediato foi o agravamento do conflito no Médio Oriente: o Comando Central norte-americano confirmou que um navio porta-contentores afundou no Estreito de Ormuz após ter sido atingido por um projéctil iraniano, intensificando os receios de perturbação nas rotas de fornecimento do Golfo Pérsico.​ Embora mais de 40 embarcações tenham atravessado o estreito nas últimas 24 horas, a Agência Internacional da Energia já libertou os restantes 100 milhões de barris da reserva de emergência lançada em março.​ O ouro, por sua vez, subiu 0,42%, para 4.187,50 dólares por onça, beneficiando da procura por refúgios face ao aperto inflacionista.

No outro lado, o milho (CBOT) cedeu 0,78%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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